Nilva Rodrigues Martins*
Giomário Nunes Torres*
Os muros sempre fizeram parte da história da humanidade! Podemos citar o muro de Berlim que dividia a Alemanha, separando familiares. Temos também a Grande Muralha da China que impedia a entrada de invasores em determinadas regiões.
No contexto atual, temos o muro que Israel está erguendo para evitar a entrada de terroristas Palestinos em seu território.
No Brasil, onde nada se cria e tudo se copia, o governo do Rio de Janeiro está investindo milhões na construção de um polêmico muro, que tem por objetivo impedir o avanço da favela sobre o pouco que ainda existe de mata.
Já temos tantas Histórias sobre muros, muralhas e suas causas, que sabemos não ser solução eficaz para conter moradias invasivas. Se pessoas constroem barracos é porque o governo não cumpre o seu papel de garantir moradia digna aos menos afortunados que, também, vivem cercados de impostos e pagando caro pelo sustento da família.
Se essa idéia “pegar”, logo, na Amazônia será erguida a Muralha do Brasil, com a desculpa de proteger a floresta. E, no Pantanal, vão construir cercas de alambrados em plena planície alagada.
Os muros cariocas poderão tornar-se trincheiras aliadas dos traficantes e, por elas, intimidarão a polícia, causando pânico à população. A ideia do governo pode voltar-se contra ele próprio e causar mais terror ao povo do bem.
Não se resolve um problema ignorando os aspectos que o causa.
*Crônica produzida a partir de reportagem intitulada: "Muros que limitam favelas dividem opiniões no Rio", publicada no jornal “Folha de São Paulo” no dia 13 de abril de 2009.
*Os autores:
Nilva Rodrigues Martins é professora de História e Giomário Nunes Torres é professor de Língua Portuguesa. Ambos atuam na EE Profª Maria Judita Savioli de Oliveira, em Santa Bárbara D'Oeste.
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
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