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sábado, 14 de novembro de 2009

A CRIANÇA, A ESCOLA E A INTERNET

É sabido que está cada vez mais difícil o professor prender à atenção dos alunos em sala de aula. Também, em plena era digital fica impossível competir com essa “admirável máquina nova”. É só clicar e tudo está lá, a nossa espera.
Sabemos que não tem como fugir, pois a internet está presente desde muito cedo na vida das crianças e não tem como excluir o virtual do nosso cotidiano. Mas há também outro agravante: alunos que passam a noite e a madrugada na internet e, no dia seguinte, comparecem à escola, sonolentos, sem vontade de ouvir o professor e de realizar as tarefas, pois não trazem o material, alegando que esqueceu. Fazem questão de esquecer. Ocupam-se, então, com o gerar conflitos desnecessários no ambiente escolar.
É de mera importância o controle pelos pais dos horários e conteúdos acessados, porém, nem mesmo os pais conseguem essa façanha, então cabe somente ao professor o desafio de proporcionar aos alunos uma reflexão quanto aos valores implícitos nas atitudes. Criando no espaço escolar a cultura para a vida, frente a uma sociedade que mascara e deturpa os principais conceitos para uma convivência pacífica com sonhos e encantamentos, valores e fatores, liberdade e responsabilidade que supera o individualismo e egoísmo, sendo que o mais importante é saber extrair o que tem de melhor na internet e deletar o que não tem sentido para nossas vidas.

Autores:
Rosangela Aparecida Cassela – Profª de Educação Básica - Ciclo I - EE. João Solidário Pedroso - Americana
Sérgio Fioravante Alvarez – Professor de Filosofia - E.E. Profª Maria José de Mattos Gobbo – Americana

sábado, 26 de setembro de 2009

A terceira xícara de chá

Olga de Cássia Micas Santana

Fiquei surpresa comigo mesma...comprei um livro sobre um americano que se apaixona por uma tribo entre Afeganistão e Paquistão extremamente pobre, e resolve construir uma escola para as crianças dessa tribo.
_Um americano?????
Sim, justamente um americano!!!
_Escola em território muçulmano???
Sim, os muçulmanos, aqueles que atiram aviões contra prédios....
Estou no começo da leitura, mas já fui bastante surpreendida.
Muito emocionante quando ele descreve sua primeira visita a ‘escola’ que eles tinham’.
Não tinham!!! Por não poder pagar menos de 1 dólar por dia ao professor. As crianças andavam quilômetros para chegar à aldeia vizinha. Sentavam-se numa pedra ao ar livre (escola), duas vezes por semana, para conseguir ‘aprender’.
- Parece mentira, mas juro que não é. Num daqueles dias, ao chegarem, as crianças sentaram-se no chão e fizeram as tabuadas e as continhas desenhando os números com pauzinhos na terra!
As mais "afortunadas" tinham um pedaço de madeira, sujo com barro, onde escreviam com um pauzinho.
E agora, prepare-se, o mais incrível vem aí...
Elas arregalavam os olhinhos, faziam o mais absoluto silêncio, como se não quisessem perder nada do que estava sendo ensinado!!!
O tal americano, assistindo aquela aula, jurou para si que construiria uma escola para aquelas crianças, principalmente para as meninas, que eram apenas 4 dentre 36 meninos, muçulmanos.
O quê? Escola para meninas, em território muçulmano, feita por um americano???
Ele pensou nas afortunadas crianças americanas, que tudo têm, e muitas não se importam com os estudos. Como se comportariam em meio a essa pobreza toda?
Isso te lembra algum país, ou Estado, onde os alunos têm tudo, de graça e, muitas vezes, não dão o menor valor?
Onde está o problema???
Se você gostou, então procure descobrir que livro é esse, comece pelo título.

(Clique no título da crônica.)

Sobre a autora:

Olga de Cássia Micas Santana é mãe, família moderna, apenas 1 filha. Exerce várias funções: psicóloga, professora, dona de casa, esposa, leitora, motorista particular de uma adolescente (filha), cidadã, brasileira, economista, crítica...
"Amo os animais, admiro os seres humanos, amo minha profissão, odeio meu salário, faço tricô, crochê, assisto a bons filmes".