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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

É dia de cinema

Luciana Beatriz de Leão

Num fim de semana desses, fui até um hotel cinco estrelas para aproveitar suas maravilhas. Busquei a qualidade de seus serviços, afinal todo mundo merece um dia de cinema.

Era um tal de “o que a senhorita deseja?”, “está servida?”, “quer mais alguma coisa?”. Prato sujo pra lá, prato limpo pra cá, “outro talher senhorita?”. Definitivamente acabei me sentindo a “important person”- desculpe meu inglês.

E os valiosos pratos sofisticados - tinham cada nome - se não conhecesse um pouco do estrangeirismo, literalmente, estava na roça, perdida memo, sô... como diziam meus antepassados. Sem contar as belas sobremesas surreais que ainda me dão água na boca. Hum, que delícia!!!

Depois de viver diferentes sensações e voltar para a rotina, de uma coisa tive certeza: é muito bom ser tratada dignamente, nos faz sentir mais confiantes, otimistas. Uma renovação para enfrentarmos as adversidades da vida, mesmo por uma simples gentileza de um garçom.

No cinema podemos estar todos os dias. Só depende de nós!

Sobre a autora

Luciana Beatriz de Leão,29.
"Passei minha infância no Noroeste Paulista; cursei Letras na FAI - Soler, na cidade de Jales e, atualmente, leciono na rede estadual de ensino, nas escolas: E.E. ProfªSebastiana Paié Rodella, em Americana  e E.E. Profº Antonio Matarazzo, Santa Bárbara d'Oeste."

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vida de Mulher

Flávia Diogo Domiciano Pinheiro


Pensei em vários motivos para escrever uma crônica. Por que não o cansaço? Pensei em minha rotina. Mulheres. São guerreiras, batalhadoras. Levantam-se bem cedinho, fazem o café da manhã, levam seus filhos à escola e vão para o trabalho. Muitas vezes, atrasadas, ou sempre em cima da hora. Mas sempre alegres.
Quando voltam do trabalho, buscam os filhos na escola e, ao invés de descansarem, vão às compras de supermercado. Depois, cuidam da casa, dão atenção aos filhos e ao marido e, claro, a si mesmas, sempre sorrindo e sem mostrar o cansaço após um árduo dia de trabalho.
Mesmo assim, reservam seu precioso tempo para conversar com o espelho. Afinal, ele é o único que as escutam em silêncio, sem pedir-lhes que parem de falar. Às vezes, ele é sincero demais mostrando-lhes que o tempo passa e não para.
O dia seguinte chega, e é sempre a mesma coisa: fazer o café, levar os filhos à escola, chegar ao trabalho em cima da hora, cuidar da casa, dos filhos e do marido... Ufa! Isso é vida de Mulher!

Sobre a autora:
Flávia Diogo Domiciano Pinheiro, 27 anos, natural de Indiaporã - S.P. É professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Atualmente, leciona na E.E. Prof. Silvino José de Oliveira, em Americana – SP. É uma pessoa muito dinâmica, participativa e está sempre em busca de novos horizontes.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Correria crônica

Maria Cristina Delvechio Rosseto

Todos os dias, ao amanhecer, sempre a mesma rotina. Que correria: filho para acordar, fazer o café da manhã, a marmita para enfrentar mais um dia de trabalho. Esse, cheio de surpresas, pois somos humanos demais para compreendermos o que Deus nos prepara.
Abro a porta, recolho o jornal, somente o observo. Tudo pronto. Lá vamos. Que Deus nos ajude, e que façamos a nossa parte!
Fecho o portão. Ando... ando até ao ponto de ônibus chegar. Entrando no ‘buzão’ vejo aquelas pessoas sofridas, mas com muita esperança de que tudo vai melhorar.
Ao chegar ao trabalho: “bom dia”, “bom dia”. Uns respondem, outros não, Mãos a obra. E, quando nem vejo: hora do almoço e, logo, retorno à labuta. Entre altos e baixos, vou continuando o meu trabalho. Chega, enfim, a hora de retornar para casa. Novamente, no ‘buzão’. O cheirinho nem tanto agradável. Entretanto, o cansaço nos faz adormecer. Quase sem perceber, cheguei a minha casa.
Ufa! Que correria! Será que vou conseguir descansar um pouquinho? Ai! Acho que não. Estou ouvindo meu filho e meu marido me chamarem.



Maria Cristina Delvechio Rosseto, professora dedicada que aprecia textos diversificados. Nasceu em Flórida Paulista, no estado de São Paulo, em 1975. Curte frases bem profundas que elevam a luta em nosso cotidiano. "Quando esperamos por coisas boas, elas constantemente estão à disposição".