Naquele dia acordei com vontade de limpar o mundo, isso às vezes me acontecia, já que sempre fui uma pessoa solitária e arredia.
Vesti minhas galochas pretas, arrematei a vassoura e me senti a verdadeira Deusa Grega da Limpeza. Rumei em direção à rua para desempenhar o papel ao qual me prestei.
Entre uma vassourada e outra, percebi um volume entre as folhas e resolvi investigar. Para meu espanto era uma carteira recheada de oncinhas. Logo veio a ideia de me apossar daqueles felinos e curtir um pouco a minha tão entediada vida.
Porém, não contendo a minha curiosidade (coisa de mulher), vasculhei aquele objeto detalhadamente e descobri que além de oncinhas havia também um gatão.
Fiquei tão impressionada com aquela bela visão que imediatamente decidi retomar meu perfil de boa samaritana e devolver o que não me pertencia.
Hoje encontrei outras “coisas” a fazer, “bem” mais interessantes e prazerosas do que varrer rua.
Crônica elaborada com base na notícia: "Sem gari, mulher varre rua", publicada em 'O Liberal' de 11/08/2009 - Seção: Cidades, pág.07.
Autoras:
Alini Mara de Marques
Íris Batista Silva
Rita de Cássia Vaz de Lima
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A VELHA CADERNETA REFORMULADA
Durante décadas o brasileiro alimentou o hábito de comprar FIADO. Usou cadernetas, pequenas anotações, fichas, dentre outros. Hoje, a situação não é diferente. Com o grande avanço tecnológico e o crescimento do crédito para todos os níveis sociais, o povo tem a ilusão de que tudo acabou. Não se compra mais fiado. Esquece que, no final do mês, o carteiro chega com uma imensa fatura do cartão de crédito. Esse danado que veio para substituir a velha caderneta e, hoje, causa impacto, frustração, inconformismo e grande arrombo no bolso do consumidor.
Enfim, naquele mesmo instante, as pessoas indignadas com o tamanho do Fiado (fatura) param tudo. Inicia-se, assim, uma força tarefa com toda a família para juntar os tickets - uma verdadeira competição de atletismo financeiro. Todos precisam dar conta dos seus gastos. A única certeza é a de que o Fiado realmente existe e não se tem para onde escapar. Todo o empenho foi em vão. A derrota é certa.
Pensando bem, o cartão de crédito não é tão vilão assim. Com ele pode-se comprar qualquer coisa, sem passar pelo incômodo de ser barrado no caixa por comprar mercadorias “supérfluas”- na visão do comerciante – ou, ainda, perceber aquela famosa olhadinha que deixa bem claro que você não tem condições de adquirir tal mercadoria, pelo modo de articular as palavras e até mesmo pela aparência.
Quando se usa a caderneta é quase certo que o comerciante conhece a vida do freguês e, quando a casa está caindo “financeiramente”- pois notícia ruim chega 'a jato'- o coitado é barrado e passa a fazer dieta forçada. Não importa se é gordo ou magro, o castigo é o mesmo.
Crônica elaborada com base na reportagem: "Fiado, só amanhã. E hoje também", publicada em O Estado de São Paulo, em 24/08/2009 - Seção: Economia, pág. B4.
Quer saber mais? Clique no título da crônica (ou copie e cole esta URL na barra de navegação da Internet) - http://www.jt.com.br/editorias/2009/08/24/eco-1.94.2.20090824.8.1.xml)
Autoras:
MARIA APARECIDA RODRIGUES DOURADO.
PRISCILA KELY DE SOUZA DE OLIVEIRA.
SUSIMARA PEREIRA ROBERTO.
Enfim, naquele mesmo instante, as pessoas indignadas com o tamanho do Fiado (fatura) param tudo. Inicia-se, assim, uma força tarefa com toda a família para juntar os tickets - uma verdadeira competição de atletismo financeiro. Todos precisam dar conta dos seus gastos. A única certeza é a de que o Fiado realmente existe e não se tem para onde escapar. Todo o empenho foi em vão. A derrota é certa.
Pensando bem, o cartão de crédito não é tão vilão assim. Com ele pode-se comprar qualquer coisa, sem passar pelo incômodo de ser barrado no caixa por comprar mercadorias “supérfluas”- na visão do comerciante – ou, ainda, perceber aquela famosa olhadinha que deixa bem claro que você não tem condições de adquirir tal mercadoria, pelo modo de articular as palavras e até mesmo pela aparência.
Quando se usa a caderneta é quase certo que o comerciante conhece a vida do freguês e, quando a casa está caindo “financeiramente”- pois notícia ruim chega 'a jato'- o coitado é barrado e passa a fazer dieta forçada. Não importa se é gordo ou magro, o castigo é o mesmo.
Crônica elaborada com base na reportagem: "Fiado, só amanhã. E hoje também", publicada em O Estado de São Paulo, em 24/08/2009 - Seção: Economia, pág. B4.
Quer saber mais? Clique no título da crônica (ou copie e cole esta URL na barra de navegação da Internet) - http://www.jt.com.br/editorias/2009/08/24/eco-1.94.2.20090824.8.1.xml)
Autoras:
MARIA APARECIDA RODRIGUES DOURADO.
PRISCILA KELY DE SOUZA DE OLIVEIRA.
SUSIMARA PEREIRA ROBERTO.
CINE TELEBRASIL
Todas as manhãs, quando acordo, vou ao quarto de meu filho chamá-lo, saio e vou à cozinha preparar nosso café. Da cozinha preciso chamá-lo umas três vezes, até ele se levantar, mas tudo bem, mãe é pra ter paciência mesmo!
Ele chega todo sonolento, puxa a cadeira, senta-se e começa a folhear o jornal, vai primeiro ver a charge e depois o Caderno L, de O Liberal.
Hoje, enquanto colocava as xícaras à mesa, ele me falou:
- Mãe, Americana vai ter cinema outra vez!
- Onde, meu filho?
- Ah, na rua Carlos Alberto Brassoto, ao lado da Casa da Criança.
- É, e qual é o nome deste novo cinema?
- Cine TeleBrasil.
- Interessante, não tinha ouvido falar sobre este novo cinema.
Ele, todo entusiasmado, pois adora aquele que é uma das “sete maravilhas das arte”, me disse:
- É, agora não precisamos mais ir pra Santa Bárbara assistir filme, né mama?
- É, meu filho, infelizmente é um absurdo uma cidade como Americana não ter um cinema, os americanenses que querem ver um filme ter que ir para Campinas, Santa Bárbara ou Piracicaba!
E saber que, nem empresários, nem Prefeitura, ninguém se mobilizou para que não fechassem as únicas duas salas que tínhamos no Wellcome. Mais intrigante ainda, é que a história se repete. Americana já perdeu seus cinemas. O Brasil caiu! O Cacique caiu! Sai Brasil, sai Cacique, entra Wellcome! Nem índio, nem gringo! E os “gringos”, de novo, nada fizeram para não perder. Dinheiro? Não! Não perder “cultura”, não perder o “humano”. Humano? O que será que Nietzsche diria? “Humano, Demasiado Humano”?
Isso, para a cidade de Americana, que se diz tão importante, que investe em cultura, lazer, educação, me parece estar falhando em algo, não acha?
Fiz o comentário e sentei-me para tomar meu café. Não deu tempo de ler meu jornal antes do trabalho.
Saímos perdendo a hora, como todo dia! Sabia que iria ler o jornal só no fim do dia!
Autoras:
Arlete Aparecida Bellani Suzigan
Kátia Regina Mazeto
Ele chega todo sonolento, puxa a cadeira, senta-se e começa a folhear o jornal, vai primeiro ver a charge e depois o Caderno L, de O Liberal.
Hoje, enquanto colocava as xícaras à mesa, ele me falou:
- Mãe, Americana vai ter cinema outra vez!
- Onde, meu filho?
- Ah, na rua Carlos Alberto Brassoto, ao lado da Casa da Criança.
- É, e qual é o nome deste novo cinema?
- Cine TeleBrasil.
- Interessante, não tinha ouvido falar sobre este novo cinema.
Ele, todo entusiasmado, pois adora aquele que é uma das “sete maravilhas das arte”, me disse:
- É, agora não precisamos mais ir pra Santa Bárbara assistir filme, né mama?
- É, meu filho, infelizmente é um absurdo uma cidade como Americana não ter um cinema, os americanenses que querem ver um filme ter que ir para Campinas, Santa Bárbara ou Piracicaba!
E saber que, nem empresários, nem Prefeitura, ninguém se mobilizou para que não fechassem as únicas duas salas que tínhamos no Wellcome. Mais intrigante ainda, é que a história se repete. Americana já perdeu seus cinemas. O Brasil caiu! O Cacique caiu! Sai Brasil, sai Cacique, entra Wellcome! Nem índio, nem gringo! E os “gringos”, de novo, nada fizeram para não perder. Dinheiro? Não! Não perder “cultura”, não perder o “humano”. Humano? O que será que Nietzsche diria? “Humano, Demasiado Humano”?
Isso, para a cidade de Americana, que se diz tão importante, que investe em cultura, lazer, educação, me parece estar falhando em algo, não acha?
Fiz o comentário e sentei-me para tomar meu café. Não deu tempo de ler meu jornal antes do trabalho.
Saímos perdendo a hora, como todo dia! Sabia que iria ler o jornal só no fim do dia!
Autoras:
Arlete Aparecida Bellani Suzigan
Kátia Regina Mazeto
FUMO NA CALÇADA
Todos concordam com a importância da preservação do meio ambiente.
O que realmente incomoda é a pergunta: “Por que com a nova lei para fumantes, ninguém está preocupado com o meio ambiente?
Num final de tarde, ao buscar minha filha em seu emprego, me deparei com uma cena lastimável.
Homens e mulheres tragando seus cigarros como loucos desvairados, necessitados pelos pequenos minutos destinados aos fumantes, onde podem se ausentar de suas funções, pelo prazer do vício, na calçada, defronte a uma multinacional.
Ao observar a cena, a impressão transmitida não era de seres humanos, pensantes, que deveriam estar conscientes da necessidade da preservação do planeta e do seu próprio corpo.
Presenciei viciados, impensantes, que além de poluir o ar com seus cigarros, ainda jogavam as bitucas na guia.
Nessa semana, quando fui buscá-la novamente, constatei que a empresa havia tomado uma atitude para resolver o problema colocando um cinzeiro na calçada, tentando minimizar o impacto sobre o ambiente da atitude poluente de seus funcionários.
Mas, para minha surpresa, no cinzeiro havia latinhas de refrigerante, também recicláveis, e as bitucas continuavam no chão.
Prega-se tanto contra os abusos à natureza, mas legalizam a contaminação por bitucas ?
Autoras:
Kátia Valéria Peressinotto
Ângela Maria S. Castioni
Sílvia Elena Bondance
O que realmente incomoda é a pergunta: “Por que com a nova lei para fumantes, ninguém está preocupado com o meio ambiente?
Num final de tarde, ao buscar minha filha em seu emprego, me deparei com uma cena lastimável.
Homens e mulheres tragando seus cigarros como loucos desvairados, necessitados pelos pequenos minutos destinados aos fumantes, onde podem se ausentar de suas funções, pelo prazer do vício, na calçada, defronte a uma multinacional.
Ao observar a cena, a impressão transmitida não era de seres humanos, pensantes, que deveriam estar conscientes da necessidade da preservação do planeta e do seu próprio corpo.
Presenciei viciados, impensantes, que além de poluir o ar com seus cigarros, ainda jogavam as bitucas na guia.
Nessa semana, quando fui buscá-la novamente, constatei que a empresa havia tomado uma atitude para resolver o problema colocando um cinzeiro na calçada, tentando minimizar o impacto sobre o ambiente da atitude poluente de seus funcionários.
Mas, para minha surpresa, no cinzeiro havia latinhas de refrigerante, também recicláveis, e as bitucas continuavam no chão.
Prega-se tanto contra os abusos à natureza, mas legalizam a contaminação por bitucas ?
Autoras:
Kátia Valéria Peressinotto
Ângela Maria S. Castioni
Sílvia Elena Bondance
MEU GRANDE SONHO
Passando por uma rua numa grande cidade brasileira, observei um outdoor de uma conceituada clínica de um dos mais famosos especialistas em reprodução humana. Não pensei muito para procurar o local.
A recepção foi excelente e ali naquele instante vi a possibilidade de realizar meu grande sonho: ser mãe; uma vez que, naturalmente, isso jamais seria possível.
Tudo maravilhoso, simples e prático: escolher o sexo, a cor dos olhos, o cabelo, a pele...
Comecei a rotina de visitas e exames. Estava empolgada. O atendimento, a educação, os cuidados, a gentileza, enfim, tudo encaminhado e pronto para o procedimento.
No dia marcado, fui até o local, emocionada, estava muito ansiosa, pois era o dia, a hora, jamais esqueci daquele momento.
Durante o procedimento, sob o efeito dos medicamentos, comecei a ouvir insinuações e a perceber que o médico tocava meu corpo de uma forma diferente e desnecessária. Não acreditei no que estava acontecendo. Tentei gritar, mas não consegui.
Esse conceituado especialista, na verdade, é um monstro, um criminoso, que se aproveita da fragilidade emocional das mulheres, que vão em busca da realização de um sonho e de uma satisfação pessoal.
Após receber alta, voltei para casa e comecei a pensar: às vezes é preciso passar por situações como esta para reconhecer que a vida é uma criação divina, e uma mulher que não recebe este dom deve compreender que se Deus não a incluiu entre as destinadas à procriação, procurar meios artificiais pode não ser a melhor saída.
Arrependida não diria; mas, talvez, tenha aprendido mais uma lição: realizar um sonho pode não ser a melhor coisa da vida; no meu caso: sonho realizado, mas um trauma eterno que carrego comigo e que jamais esqueci.
Autoras:
Cleia Cristina Tognoli Rodrigues
Edilene F. Antunes de Souza
Sheila Vido Lima
A recepção foi excelente e ali naquele instante vi a possibilidade de realizar meu grande sonho: ser mãe; uma vez que, naturalmente, isso jamais seria possível.
Tudo maravilhoso, simples e prático: escolher o sexo, a cor dos olhos, o cabelo, a pele...
Comecei a rotina de visitas e exames. Estava empolgada. O atendimento, a educação, os cuidados, a gentileza, enfim, tudo encaminhado e pronto para o procedimento.
No dia marcado, fui até o local, emocionada, estava muito ansiosa, pois era o dia, a hora, jamais esqueci daquele momento.
Durante o procedimento, sob o efeito dos medicamentos, comecei a ouvir insinuações e a perceber que o médico tocava meu corpo de uma forma diferente e desnecessária. Não acreditei no que estava acontecendo. Tentei gritar, mas não consegui.
Esse conceituado especialista, na verdade, é um monstro, um criminoso, que se aproveita da fragilidade emocional das mulheres, que vão em busca da realização de um sonho e de uma satisfação pessoal.
Após receber alta, voltei para casa e comecei a pensar: às vezes é preciso passar por situações como esta para reconhecer que a vida é uma criação divina, e uma mulher que não recebe este dom deve compreender que se Deus não a incluiu entre as destinadas à procriação, procurar meios artificiais pode não ser a melhor saída.
Arrependida não diria; mas, talvez, tenha aprendido mais uma lição: realizar um sonho pode não ser a melhor coisa da vida; no meu caso: sonho realizado, mas um trauma eterno que carrego comigo e que jamais esqueci.
Autoras:
Cleia Cristina Tognoli Rodrigues
Edilene F. Antunes de Souza
Sheila Vido Lima
Parada Gay
Estava um dia lindo! Café da manhã, no sofá para ver a TV. No noticiário, uma reportagem sobre a Parada Gay. Vai ser realizada hoje.
Pensei: porque não ir?
Tomada por um grande entusiasmo, resolvi descobrir qual era o significado daquela parada. Fui!
Chegando lá, vi muitas pessoas, dos mais variados tipos. Todas super felizes por estarem ali. Lutando pelo mesmo objetivo: viver sem preconceito.
Este preconceito que existe em nossa sociedade machista e capitalista onde, quem ousa sair dos padrões é duramente criticado pela sociedade.
Mais que sociedade é esta? Que fala de ética: Ética profissional, ética no amor, ética com a natureza e ética na cama.
Vivemos em uma sociedade em que as pessoas usam máscaras para não mostrar seu verdadeiro eu.
Felizes os gays que conseguem sair nas ruas sem máscaras, e dizer: eu sou sim homossexual e daí? Sou feliz e é isso o que realmente importa.
Eles derrubam todas as máscaras desta tal sociedade...
Autoras:
Taciana Antonia Mialichi
Verdete dos Santos Antonio
Pensei: porque não ir?
Tomada por um grande entusiasmo, resolvi descobrir qual era o significado daquela parada. Fui!
Chegando lá, vi muitas pessoas, dos mais variados tipos. Todas super felizes por estarem ali. Lutando pelo mesmo objetivo: viver sem preconceito.
Este preconceito que existe em nossa sociedade machista e capitalista onde, quem ousa sair dos padrões é duramente criticado pela sociedade.
Mais que sociedade é esta? Que fala de ética: Ética profissional, ética no amor, ética com a natureza e ética na cama.
Vivemos em uma sociedade em que as pessoas usam máscaras para não mostrar seu verdadeiro eu.
Felizes os gays que conseguem sair nas ruas sem máscaras, e dizer: eu sou sim homossexual e daí? Sou feliz e é isso o que realmente importa.
Eles derrubam todas as máscaras desta tal sociedade...
Autoras:
Taciana Antonia Mialichi
Verdete dos Santos Antonio
Emprego ruim, salário pior
Cinco e trinta da manhã. Acordo com o estridente som do despertador. Hora de levantar. Que noite curta!
Meus olhos ainda ardem de sono! Mas não posso nem reclamar, afinal, depois de dois anos desempregado, no desespero, numa luta desenfreada para me recolocar no mercado de trabalho, tenho mais é que agradecer.
O salário é baixo, mas fazer o que, não tem um ditado popular que diz: “Melhor pingar do que secar?” Mas a coisa lá em casa está mais para secar, afinal, não sobra dinheiro pra nada, ou melhor, falta pra tudo. Depois de tantos currículos enviados fui selecionado numa empresas terceirizadas, dessas que ficam com a metade do nosso salário.
Já fui bem sucedido, ganhava bem, era respeitado, mas então veio a crise, que o nosso ilustre presidente insiste em chamar de “marolinha”, e fui substituído por um estagiário. Meus longos anos de experiência não foram levados em consideração. Me senti um “zé-ninguém.”
Penso na minha mulher que depois de tantos anos cuidando apenas das crianças e das coisas da casa, tem que fazer “bicos” para poder ajudar com algumas despesas. Ela não reclama, mas sinto que não está muito feliz, afinal, o trabalho dobrou.
Faço essas divagações enquanto estou no coletivo, preocupado com problemas que, na maioria das vezes, não tenho nenhuma responsabilidade. Para isso eles existem. Os governantes. Deveriam, pelo menos, tentar solucioná-los os meus problemas... Mas isso já é uma outra história.
Como diz Drummond “tem uma pedra no meio do meu caminho” mas, estou tentando chutá-la para bem longe.
Crônica elaborada com base na reportagem: "Emprego ruim, salário pior" - publicada em O Estado de São Paulo, em 24/06/2009, Seção: Notas e Informações - pág. A-3
Autoras:
Leonice Aparecida da Silva
Lucimar Fernandes Curto
Maria Cristina Delvechio Rosseto
Maria de Lourdes Alves de Souza
Haldrey Michelle Bueno
Meus olhos ainda ardem de sono! Mas não posso nem reclamar, afinal, depois de dois anos desempregado, no desespero, numa luta desenfreada para me recolocar no mercado de trabalho, tenho mais é que agradecer.
O salário é baixo, mas fazer o que, não tem um ditado popular que diz: “Melhor pingar do que secar?” Mas a coisa lá em casa está mais para secar, afinal, não sobra dinheiro pra nada, ou melhor, falta pra tudo. Depois de tantos currículos enviados fui selecionado numa empresas terceirizadas, dessas que ficam com a metade do nosso salário.
Já fui bem sucedido, ganhava bem, era respeitado, mas então veio a crise, que o nosso ilustre presidente insiste em chamar de “marolinha”, e fui substituído por um estagiário. Meus longos anos de experiência não foram levados em consideração. Me senti um “zé-ninguém.”
Penso na minha mulher que depois de tantos anos cuidando apenas das crianças e das coisas da casa, tem que fazer “bicos” para poder ajudar com algumas despesas. Ela não reclama, mas sinto que não está muito feliz, afinal, o trabalho dobrou.
Faço essas divagações enquanto estou no coletivo, preocupado com problemas que, na maioria das vezes, não tenho nenhuma responsabilidade. Para isso eles existem. Os governantes. Deveriam, pelo menos, tentar solucioná-los os meus problemas... Mas isso já é uma outra história.
Como diz Drummond “tem uma pedra no meio do meu caminho” mas, estou tentando chutá-la para bem longe.
Crônica elaborada com base na reportagem: "Emprego ruim, salário pior" - publicada em O Estado de São Paulo, em 24/06/2009, Seção: Notas e Informações - pág. A-3
Autoras:
Leonice Aparecida da Silva
Lucimar Fernandes Curto
Maria Cristina Delvechio Rosseto
Maria de Lourdes Alves de Souza
Haldrey Michelle Bueno
GARAPA
Há quem diga que ela é doce, doce feito mel e pode ser bebida com limão, abacaxi... Mas precisa ter estômago. Estômago para compreender de Garapa?
Garapa revigora, diminui ou evita a anemia, é o que já ouvi dizer...
E qual é a verdade da garapa? É...Da garapa, não de Garapa (Garapa aqui com G maiúsculo, é o título do filme de José Padilha). Mas a garapa tomada por famílias paupérrimas cearenses, que passam fome, protagonistas de seu filme, embora se escreva com letra minúscula (substantivo comum!), é enorme seu consumo e “muito comum” entre as crianças que a tomam de mamadeira.
Para essas pessoas, a vida é ainda mais difícil, embora pareça: “água com açúcar”. Doce como o mel, mas ao mesmo tempo a verdadeira picada da abelha, insetinho da desigualdade social, que existe aos enxames nesse país.
Nesse episódio está o Bolsa Família, aqueles R$50,00 que, muitas vezes, e para muitos não paga nem a água com açúcar (garapa), pois degustam a VERDADEIRA GARAPA; mas que faz muitas famílias saborear ao menos o arroz com feijão. Leite? Nãããããão. Garapa!!
Autoras:
Olga de Cássia Micas Santana
Maria Carolina Cazinni
Cleuzeli Mendes de Souza Pereira
Garapa revigora, diminui ou evita a anemia, é o que já ouvi dizer...
E qual é a verdade da garapa? É...Da garapa, não de Garapa (Garapa aqui com G maiúsculo, é o título do filme de José Padilha). Mas a garapa tomada por famílias paupérrimas cearenses, que passam fome, protagonistas de seu filme, embora se escreva com letra minúscula (substantivo comum!), é enorme seu consumo e “muito comum” entre as crianças que a tomam de mamadeira.
Para essas pessoas, a vida é ainda mais difícil, embora pareça: “água com açúcar”. Doce como o mel, mas ao mesmo tempo a verdadeira picada da abelha, insetinho da desigualdade social, que existe aos enxames nesse país.
Nesse episódio está o Bolsa Família, aqueles R$50,00 que, muitas vezes, e para muitos não paga nem a água com açúcar (garapa), pois degustam a VERDADEIRA GARAPA; mas que faz muitas famílias saborear ao menos o arroz com feijão. Leite? Nãããããão. Garapa!!
Autoras:
Olga de Cássia Micas Santana
Maria Carolina Cazinni
Cleuzeli Mendes de Souza Pereira
Da lata de sardinha ao conforto
Há muito tempo deixei de usar meu carro para contribuir com o trânsito caótico de São Paulo e com a diminuição da poluição. Usava o transporte coletivo, mas tinha muito transtorno pelo aperto. Para mim, parecia mais uma lata de sardinha. Não tinha onde sentar, pessoas de todo tipo. Sentia até medo de alguns rostos estranhos. A maioria estressada com o empurra-empurra e um odor insuportável.
Não foi à toa o meu medo. De repente, percebi que algo pesou sobre o meu ombro e que estavam mexendo na minha bolsa. Pegaram o celular. Foi muito rápido. Sem noção, peguei rapidamente na mão do moço, dizendo que era meu, em voz alta. Ele fingiu que não era com ele que eu estava falando. Saí de perto. Poderia até ter levado um tiro.
Depois desse fato, passei a utilizar o ônibus fretado. Além da comodidade e rapidez, ele me deixa na porta do trabalho e de casa, na volta. Muitas pessoas, também optaram por esse meio de transporte.
A Prefeitura, com dor de cotovelo e pensando apenas nos lucros, está impondo restrições, mudando a rota dos fretados. Isso causará transtorno em nossas vidas, fazendo-nos gastar mais tempo para chegar ao trabalho. Por esse motivo, melhor optarmos por usar o transporte particular.
Enfim, já que é preferível que se perca tempo no congestionamento, então optamos por congestionar o trânsito e esvaziar o bolso.
Autoras:
Flávia Diogo D. Pinheiro
Isabel Pereira da Silva
Ângela Maria de O. Borelli
Não foi à toa o meu medo. De repente, percebi que algo pesou sobre o meu ombro e que estavam mexendo na minha bolsa. Pegaram o celular. Foi muito rápido. Sem noção, peguei rapidamente na mão do moço, dizendo que era meu, em voz alta. Ele fingiu que não era com ele que eu estava falando. Saí de perto. Poderia até ter levado um tiro.
Depois desse fato, passei a utilizar o ônibus fretado. Além da comodidade e rapidez, ele me deixa na porta do trabalho e de casa, na volta. Muitas pessoas, também optaram por esse meio de transporte.
A Prefeitura, com dor de cotovelo e pensando apenas nos lucros, está impondo restrições, mudando a rota dos fretados. Isso causará transtorno em nossas vidas, fazendo-nos gastar mais tempo para chegar ao trabalho. Por esse motivo, melhor optarmos por usar o transporte particular.
Enfim, já que é preferível que se perca tempo no congestionamento, então optamos por congestionar o trânsito e esvaziar o bolso.
Autoras:
Flávia Diogo D. Pinheiro
Isabel Pereira da Silva
Ângela Maria de O. Borelli
A prisão dos famosos
Parece que, atualmente, os médicos querem brincar de ser deuses, achando que o ser humano não passa de um mero objeto em suas mãos.
Imagine você, descobrir que seu filho tem o DNA de uma terceira pessoa. Como é que o juiz iria resolver esse pequeno probleminha? E a situação constrangedora das mulheres e seus maridos. O que iriam pensar delas?
Poderíamos escolher o sexo do bebê e, também, como ele seria; por exemplo: quero um bebê com os olhos do Leonardo DiCaprio, a boca do Fábio Assumpção e o corpo do Brad Pitt.
Mas, para esse sonho se realizar foi preciso construir a prisão dos famosos para que eles se reunissem e refletissem sobre novas alternativas.
Autoras:
Alessandra Pessoni
Aparecida Elizabete Rubira
Sonia Delírio
Rosana Cambuy de Souza
Imagine você, descobrir que seu filho tem o DNA de uma terceira pessoa. Como é que o juiz iria resolver esse pequeno probleminha? E a situação constrangedora das mulheres e seus maridos. O que iriam pensar delas?
Poderíamos escolher o sexo do bebê e, também, como ele seria; por exemplo: quero um bebê com os olhos do Leonardo DiCaprio, a boca do Fábio Assumpção e o corpo do Brad Pitt.
Mas, para esse sonho se realizar foi preciso construir a prisão dos famosos para que eles se reunissem e refletissem sobre novas alternativas.
Autoras:
Alessandra Pessoni
Aparecida Elizabete Rubira
Sonia Delírio
Rosana Cambuy de Souza
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Parabéns aos cronistas da Turma C-1...
As crônicas abaixo foram elaboradas pelos cursistas da Turma C1 - 1ª turma do curso: (realizado às quartas-feiras à noite - das 19h às 22h). Uma turma animada, comprometida e muito criativa. Foi um imenso prazer estar com vocês e compartilhar as delícias desse saboroso gênero textual: a Crônica.
Que vocês continuem cronicando e blogando, sempre!
Equipe Responsável
Que vocês continuem cronicando e blogando, sempre!
Equipe Responsável
Construindo uma crônica
Como é difícil por questão do nosso ofício cumprirmos determinadas tarefas... Ainda mais quando se trata de realizar atividades que, de certa forma, não temos muita habilidade. Escrever... Função difícil para mim. Como professora de Língua Portuguesa, então...Tudo piora. Todos acham que o professor deve saber tudo. Aproveito o propósito para dizer que não é bem assim. Nem se trata, também, de eufemizar incompetências, mas de esclarecer fatos. Alguns livros como os de gramática e o dicionário servem para ser consultados e não decorados; o professor de Língua Portuguesa não nasceu ‘sabichão’. Até que o dia termine, será um eterno estudante, como todos os demais que não fazem parte deste ofício...
Bem, vamos mudar de assunto porque senão isso não vira uma crônica e, portanto, não concluirei o meu curso... Relembremos alguns conceitos...Como diz a mediadora Luzia, crônica vem de chronus que significa tempo e deve conter fatos do cotidiano... Até aí tudo é fácil, ainda mais quando lembramos de algumas sílabas iniciais que facilitam todo o entendimento. Reparem: crônica, chronus, cotidiano. A esses sons melódicos, em português, chamam de aliteração. Isso mesmo. Olha! Dá até para ensinar um pouco de estilística escrevendo uma crônica! Estou pegando o gosto pela coisa. E, falando em coisa, não fuja do assunto, professora! Você não deve fugir de uma crônica nesse momento. Vamos lá! Você precisa de ideias, imaginação... Mas não dê asas a elas tanto assim. Como estava dizendo, a mediadora deixou bem claras as características da crônica e a principal delas é elaborar toda uma argumentação em cima de um fato do cotidiano... Bem, não é tão simples assim e, por isso mesmo, até o momento não entreguei meu trabalho. Fiquei pensando em qual ideia desenvolver e surgiu-me uma, assim, de repente. Aliás, não tão de repente. Pois, o que vou expor aqui, trata-se de um fato que observo há muito tempo. Só não imaginava que o escolheria para assunto da minha crônica. Também, tive o espelho de duas pessoas que admiro muito. Uma, chama-se Junia Romera dos Santos, pessoa maravilhosa, sábia e muito sensata. É uma pessoa de discreta inteligência e muito “cotada” no lugar onde trabalho. A outra é a Adriana Falcão, que conheci por intermédio da Junia (porque adora ler os textos dela). Nossa professora! Seja mais breve! Olha o tamanho do seu parágrafo! E você vai dizer ao seu leitor que começará a discorrer sobre o assunto da crônica? Vamos lá, acorda, seja mais breve, menos enrolação! Poxa, como isso é e não é simples ao mesmo tempo... Mas, como estava dizendo, almejo escrever sobre o assunto faz longa data e, por isso, venho observando, faz tempo, certos detalhes das coisas que me rodeiam. É cotidiano para mim e para as pessoas que moram na mesma rua que eu ouvir, na calada da madrugada, galos cantando... Isso mesmo! Vocês devem estar imaginando que sou uma professora da área rural. Não. Não sou! Vivo na área urbana. Acontece que o lugar onde moro é bem parecido com um sítio, apesar de se localizar no cento da cidade. Duas ruas logo atrás da igreja matriz. Fato é que ao lado há um brejo... Você, leitor, sabe que é comum ouvir nesses locais muitos sons da natureza, porém, o comum aqui é o cantar do galo, ou melhor, dos galos. São dois. O natural é que haja em um galinheiro: galinhas e, somente, um galo, mas aqui o fato é bem interessante: não há galinhas nesse brejo, somente dois galos. Seriam galos gays? A influência da sociedade sobre a natureza? Na rua próxima de casa há de tudo... Travestis na esquina. Vários! Muitos clientes, também! Deixo claro, desde já, que nada tenho contra os travestis. Isso daria assunto para outra crônica. Voltemos aos galos. É sabido que em um galinheiro há espaço para um só galo, pela lei da natureza e, é este que anuncia o novo dia, todos os dias, com seu cocoricó, por volta das quatro horas da manhã! Mas, esses galos são diferentes. No começo, naturalmente, pensava eu que fosse apenas um galo. Mas, não é somente a Língua Portuguesa que sofre os processos de diacronia e sincronia... Na natureza certos processos também mudam. Esses galos, por exemplo, ao invés de cantar às quatro da manhã, como deveriam, cantam, cronologicamente, às duas! Isso mesmo, caro leitor! O ‘processo’ tem início entre duas e duas e meia, o que foge às regras naturais, apesar de os galos fazerem tudo parecer o mais natural possível. Além disso, constatei através da observação auditiva dos fatos que se tratava de dois e não apenas um, pelo choque das cantarolações. Acho que o ‘casal’, se é que assim posso chamar, até se desentendeu por isso. Porém, entraram em comum acordo. O processo melodioso começa às duas e eles vão se intercalando... Um canta, o outro canta, um canta, o outro canta, um canta, o outro canta... e assim vai. Quando, de repente, os dois cantam juntos, estranham-se. Tudo para e depois, bem depois, começa tudo de novo.
Quatro horas e três minutos. Preciso dormir para trabalhar amanhã... Amanhã, não! Hoje! Até os galos já dormiram. Valeu toda a insônia e indigestão. Acho que consegui escrever uma crônica. Ou será que todo esse trabalho virou qualquer texto e não uma crônica? E agora, Lu, o que você tem a me dizer?
Autora: Cristina Foster - Professora de Línguas Inglesa e Portuguesa - E.E. Profª Irene de A. Saes, em SBO - Atualmente é Professora Coordenadora de Oficina Pedagógica de Língua Estrangeira Moderna na DERA.
Bem, vamos mudar de assunto porque senão isso não vira uma crônica e, portanto, não concluirei o meu curso... Relembremos alguns conceitos...Como diz a mediadora Luzia, crônica vem de chronus que significa tempo e deve conter fatos do cotidiano... Até aí tudo é fácil, ainda mais quando lembramos de algumas sílabas iniciais que facilitam todo o entendimento. Reparem: crônica, chronus, cotidiano. A esses sons melódicos, em português, chamam de aliteração. Isso mesmo. Olha! Dá até para ensinar um pouco de estilística escrevendo uma crônica! Estou pegando o gosto pela coisa. E, falando em coisa, não fuja do assunto, professora! Você não deve fugir de uma crônica nesse momento. Vamos lá! Você precisa de ideias, imaginação... Mas não dê asas a elas tanto assim. Como estava dizendo, a mediadora deixou bem claras as características da crônica e a principal delas é elaborar toda uma argumentação em cima de um fato do cotidiano... Bem, não é tão simples assim e, por isso mesmo, até o momento não entreguei meu trabalho. Fiquei pensando em qual ideia desenvolver e surgiu-me uma, assim, de repente. Aliás, não tão de repente. Pois, o que vou expor aqui, trata-se de um fato que observo há muito tempo. Só não imaginava que o escolheria para assunto da minha crônica. Também, tive o espelho de duas pessoas que admiro muito. Uma, chama-se Junia Romera dos Santos, pessoa maravilhosa, sábia e muito sensata. É uma pessoa de discreta inteligência e muito “cotada” no lugar onde trabalho. A outra é a Adriana Falcão, que conheci por intermédio da Junia (porque adora ler os textos dela). Nossa professora! Seja mais breve! Olha o tamanho do seu parágrafo! E você vai dizer ao seu leitor que começará a discorrer sobre o assunto da crônica? Vamos lá, acorda, seja mais breve, menos enrolação! Poxa, como isso é e não é simples ao mesmo tempo... Mas, como estava dizendo, almejo escrever sobre o assunto faz longa data e, por isso, venho observando, faz tempo, certos detalhes das coisas que me rodeiam. É cotidiano para mim e para as pessoas que moram na mesma rua que eu ouvir, na calada da madrugada, galos cantando... Isso mesmo! Vocês devem estar imaginando que sou uma professora da área rural. Não. Não sou! Vivo na área urbana. Acontece que o lugar onde moro é bem parecido com um sítio, apesar de se localizar no cento da cidade. Duas ruas logo atrás da igreja matriz. Fato é que ao lado há um brejo... Você, leitor, sabe que é comum ouvir nesses locais muitos sons da natureza, porém, o comum aqui é o cantar do galo, ou melhor, dos galos. São dois. O natural é que haja em um galinheiro: galinhas e, somente, um galo, mas aqui o fato é bem interessante: não há galinhas nesse brejo, somente dois galos. Seriam galos gays? A influência da sociedade sobre a natureza? Na rua próxima de casa há de tudo... Travestis na esquina. Vários! Muitos clientes, também! Deixo claro, desde já, que nada tenho contra os travestis. Isso daria assunto para outra crônica. Voltemos aos galos. É sabido que em um galinheiro há espaço para um só galo, pela lei da natureza e, é este que anuncia o novo dia, todos os dias, com seu cocoricó, por volta das quatro horas da manhã! Mas, esses galos são diferentes. No começo, naturalmente, pensava eu que fosse apenas um galo. Mas, não é somente a Língua Portuguesa que sofre os processos de diacronia e sincronia... Na natureza certos processos também mudam. Esses galos, por exemplo, ao invés de cantar às quatro da manhã, como deveriam, cantam, cronologicamente, às duas! Isso mesmo, caro leitor! O ‘processo’ tem início entre duas e duas e meia, o que foge às regras naturais, apesar de os galos fazerem tudo parecer o mais natural possível. Além disso, constatei através da observação auditiva dos fatos que se tratava de dois e não apenas um, pelo choque das cantarolações. Acho que o ‘casal’, se é que assim posso chamar, até se desentendeu por isso. Porém, entraram em comum acordo. O processo melodioso começa às duas e eles vão se intercalando... Um canta, o outro canta, um canta, o outro canta, um canta, o outro canta... e assim vai. Quando, de repente, os dois cantam juntos, estranham-se. Tudo para e depois, bem depois, começa tudo de novo.
Quatro horas e três minutos. Preciso dormir para trabalhar amanhã... Amanhã, não! Hoje! Até os galos já dormiram. Valeu toda a insônia e indigestão. Acho que consegui escrever uma crônica. Ou será que todo esse trabalho virou qualquer texto e não uma crônica? E agora, Lu, o que você tem a me dizer?
Autora: Cristina Foster - Professora de Línguas Inglesa e Portuguesa - E.E. Profª Irene de A. Saes, em SBO - Atualmente é Professora Coordenadora de Oficina Pedagógica de Língua Estrangeira Moderna na DERA.
domingo, 13 de setembro de 2009
Gripe suína pode ser considerada no Brasil como gripe Argentina
É comum encontrar notícias, cada vez mais preocupantes, sobre a gripe suína ou, mais especificamente, a chamada gripe A (H1N1). Mas, como sempre acontece, a maioria das pessoas já desconfiava que algo errado estava acontecendo. Dados confirmados pelo Ministério da Saúde deixam tudo mais claro para nós, povo brasileiro: o porquê da gripe A ter se espalhado tão rapidamente aqui no Brasil.
Vejamos, então, a transformação desses dados do Ministério da Saúde para a ótica de um torcedor fanático de futebol e bem brasileiro.
O Brasil estava praticamente esquecido com 12, 15 e no máximo 18 casos da tal nova e avassaladora gripe, mas nossos 'hermanos' argentinos não se conformaram em ver a fantástica reação do Brasil nas eliminatórias para a copa de 2010 e já conjeturavam o nosso sucesso na Copa das Confederações. Isso deixou os nossos amados rivais enfurecidos e pensando em como atrapalhar, sabotar, trapacear, minar, fraudar, boicotar, lograr e nos prejudicar. Eles, aqueles desalmados, meros seguidores e adoradores de Maradona, começaram a infectar nossa nação com a tal gripe A (H1N1). Mas, como já é de conhecimento mundial, mais uma vez sairemos bem desta nova e maquiavélica armação de nossos arqui-rivais nos campos de Futebol, com esta tal gripe, agora batizada pelos bem brasileiros e amantes do futebol, de “gripe Argentina B5A2” (Brasil pentacampeão mundial e Argentina apenas bicampeã mundial).
Aos compatriotas brasileiros faço lembrar que apesar de toda a brincadeira é na Argentina que foi computado o maior número de brasileiros infectados fora do país, um total de aproximadamente 235 casos.
Autor: Mico Leão Simões - Professor e Cronista
Mico Leão Simões é o pseudônimo de João Francisco Simões professor de Educação Física, pós-graduado na área de Didática, nascido em 18/06/1979, atualmente leciona aulas de Educação Física em escola estadual e municipal.
Crônica elaborada a partir da notícia publicada na Folha Online – seção: Cotidiano - 30/06/2009 - 16h06 – intitulada:
Brasil confirma mais 55 novos casos de gripe suína; total chega a 680
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u588638.shtml
Vejamos, então, a transformação desses dados do Ministério da Saúde para a ótica de um torcedor fanático de futebol e bem brasileiro.
O Brasil estava praticamente esquecido com 12, 15 e no máximo 18 casos da tal nova e avassaladora gripe, mas nossos 'hermanos' argentinos não se conformaram em ver a fantástica reação do Brasil nas eliminatórias para a copa de 2010 e já conjeturavam o nosso sucesso na Copa das Confederações. Isso deixou os nossos amados rivais enfurecidos e pensando em como atrapalhar, sabotar, trapacear, minar, fraudar, boicotar, lograr e nos prejudicar. Eles, aqueles desalmados, meros seguidores e adoradores de Maradona, começaram a infectar nossa nação com a tal gripe A (H1N1). Mas, como já é de conhecimento mundial, mais uma vez sairemos bem desta nova e maquiavélica armação de nossos arqui-rivais nos campos de Futebol, com esta tal gripe, agora batizada pelos bem brasileiros e amantes do futebol, de “gripe Argentina B5A2” (Brasil pentacampeão mundial e Argentina apenas bicampeã mundial).
Aos compatriotas brasileiros faço lembrar que apesar de toda a brincadeira é na Argentina que foi computado o maior número de brasileiros infectados fora do país, um total de aproximadamente 235 casos.
Autor: Mico Leão Simões - Professor e Cronista
Mico Leão Simões é o pseudônimo de João Francisco Simões professor de Educação Física, pós-graduado na área de Didática, nascido em 18/06/1979, atualmente leciona aulas de Educação Física em escola estadual e municipal.
Crônica elaborada a partir da notícia publicada na Folha Online – seção: Cotidiano - 30/06/2009 - 16h06 – intitulada:
Brasil confirma mais 55 novos casos de gripe suína; total chega a 680
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u588638.shtml
Dois mundos se chocaram
Um satélite espião do governo, percorrendo a Via Láctea à procura de “vida professoral” capta uma transmissão vinda de uma planeta desconhecido:
- Comandante, acabo de voltar de minha viagem de reconhecimento ao planeta Terra.
- Ah, muito bem, Edugov! E o que você descobriu?
- É um lugar estranho e incompreensível. Aterrissei em uma confederação de estados, mais precisamente em uma confederação chamada São Paulo. Havia lugares chamados escolas, onde as pessoas falavam um dialeto estranho, pois ninguém se entendia. Nas proximidades um outro lugar chamado Secretaria, onde a língua é ainda mais difícil, e em uma região mais afastada, um vasto reino com um palácio chamado ministério.
- E o que você viu?
- Em cada um desses dois últimos lugares, vi homens bem vestidos armados com palavras que atingiam os que estavam no lugar chamado escola, tudo por uma energia que eles chamam de bônus.
- Realmente muito estranho.
- E isso é apenas o começo, comandante. Eles esperam um grande tempo para acumular a tal energia.
- É sagrada sem dúvida. E o que fazem com a energia?
- Alguns usam pequenos cartões de plástico para gastar a energia, até mesmo a que não tem, para adquirir coisas que muitas vezes nem precisam. Alguns machos adquirem transportadores pessoais e algumas fêmeas compram bolsas para guardar seus cartões de plástico, pintura para o rosto e muitos pares de proteção para os pés.
- Por que tantos pares se tem apenas um par de pés?
- Inexplicável, comandante.
- E os que não conseguem obter essa energia?
- Ficam muito bravos senhor.
- E onde obtém essa energia?
- A energia é mandada pelos grandes persuadores, mas nem mesmo eles se entendem.
- E as pessoas caem nessa história?
- Fui informado que elas ficam cegas pela energia enquanto os persuadores levam a maior fatia, entram nos transportadores que voam e vão mais longe. Dizem, lá na Terra: “Quem tem bônus vai a Roma”
- Edugov, sua pesquisa me deixou muito impressionado. Agora vá para a Câmara de descontaminação, antes que a doença do bônus contamine nosso planeta.
Autor: Valdenir Zegioth é professor de Geografia. Atualmente exerce a função de Professor Coordenador Pedagógico na EE Maria Judita Savioli de Oliveira, em Santa Bárbara d’Oeste.
Crônica escrita a partir da notícia 'Haddad e Paulo Renato divergem sobre bônus' publicada em O Estado de São Paulo, 09 de junho de 2009.
Visite "Os Amigos da Crônica" em: http://osamigosdacronica.blogspot.com/
- Comandante, acabo de voltar de minha viagem de reconhecimento ao planeta Terra.
- Ah, muito bem, Edugov! E o que você descobriu?
- É um lugar estranho e incompreensível. Aterrissei em uma confederação de estados, mais precisamente em uma confederação chamada São Paulo. Havia lugares chamados escolas, onde as pessoas falavam um dialeto estranho, pois ninguém se entendia. Nas proximidades um outro lugar chamado Secretaria, onde a língua é ainda mais difícil, e em uma região mais afastada, um vasto reino com um palácio chamado ministério.
- E o que você viu?
- Em cada um desses dois últimos lugares, vi homens bem vestidos armados com palavras que atingiam os que estavam no lugar chamado escola, tudo por uma energia que eles chamam de bônus.
- Realmente muito estranho.
- E isso é apenas o começo, comandante. Eles esperam um grande tempo para acumular a tal energia.
- É sagrada sem dúvida. E o que fazem com a energia?
- Alguns usam pequenos cartões de plástico para gastar a energia, até mesmo a que não tem, para adquirir coisas que muitas vezes nem precisam. Alguns machos adquirem transportadores pessoais e algumas fêmeas compram bolsas para guardar seus cartões de plástico, pintura para o rosto e muitos pares de proteção para os pés.
- Por que tantos pares se tem apenas um par de pés?
- Inexplicável, comandante.
- E os que não conseguem obter essa energia?
- Ficam muito bravos senhor.
- E onde obtém essa energia?
- A energia é mandada pelos grandes persuadores, mas nem mesmo eles se entendem.
- E as pessoas caem nessa história?
- Fui informado que elas ficam cegas pela energia enquanto os persuadores levam a maior fatia, entram nos transportadores que voam e vão mais longe. Dizem, lá na Terra: “Quem tem bônus vai a Roma”
- Edugov, sua pesquisa me deixou muito impressionado. Agora vá para a Câmara de descontaminação, antes que a doença do bônus contamine nosso planeta.
Autor: Valdenir Zegioth é professor de Geografia. Atualmente exerce a função de Professor Coordenador Pedagógico na EE Maria Judita Savioli de Oliveira, em Santa Bárbara d’Oeste.
Crônica escrita a partir da notícia 'Haddad e Paulo Renato divergem sobre bônus' publicada em O Estado de São Paulo, 09 de junho de 2009.
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O azul que revoluciona
Ah! Quem disse que o capitalismo ficaria somente no alto consumo de bens materiais duráveis, metalizados, plastificados, texturizados... e assim por diante.
Hoje, a validade, seja de seis ou, do seu concorrente brasileiro, de trinta e seis horas, são suficientes absolutos para enrijecer a alegria de homens e mulheres, ávidos pelos prazeres que foram se esvaindo com o passar dos tempos. Ah! A juventude!
No dia do seu lançamento, há mais de dez anos, receituários se espalharam por todos os cantos – o milagre parecia dar asas aos homens para voarem além do horizonte. Pudera! Quem, no estado de algumas décadas vividas, não queria livrar-se de certos incômodos e, diga-se, até de constrangedores acessórios para ir a cama acompanhado?!
Que miséria, basta um gole d’água e dois quartos de hora para emplacar...
E, não pensem vocês que essa incrível providência não tem os que são contrários. Mulheres, um pouco cansadas para acompanhar seus homens rejuvenecidos batem o pé! E o medo das peles aveludadas como um pêssego, com tudo nos devidos lugares, sem ainda não terem sentido a ação da gravidade, que para o centro do mundo, tudo puxa!
E, ainda para ajudar, sabe-se que falar livremente nos consultórios da fragilidade potência, auxilia no diagnóstico de outros problemas que, em muito, comprometeriam o desfrute desses renovados prazeres.
Mas, esperem pra ver...
Na concorrência para suprir a máscula virilidade versus curar a tímida frigidez feminina, novas e revolucionárias químicas irão aparecer para incrementar esse capitalismo afrodisíaco e ser mais uma etapa na história da sexualidade humana.
Autora: Maria da Conceição Falcade Bassan Forti é professora de Ciências na EE.Dilecta Ceneviva Martinelli, em Americana.
Crônica elaborada a partir do artigo da Revista Veja, edição 2052, ano 41, nº 11, página 94, de 19 de março de 2008 – Editora Abril.
Hoje, a validade, seja de seis ou, do seu concorrente brasileiro, de trinta e seis horas, são suficientes absolutos para enrijecer a alegria de homens e mulheres, ávidos pelos prazeres que foram se esvaindo com o passar dos tempos. Ah! A juventude!
No dia do seu lançamento, há mais de dez anos, receituários se espalharam por todos os cantos – o milagre parecia dar asas aos homens para voarem além do horizonte. Pudera! Quem, no estado de algumas décadas vividas, não queria livrar-se de certos incômodos e, diga-se, até de constrangedores acessórios para ir a cama acompanhado?!
Que miséria, basta um gole d’água e dois quartos de hora para emplacar...
E, não pensem vocês que essa incrível providência não tem os que são contrários. Mulheres, um pouco cansadas para acompanhar seus homens rejuvenecidos batem o pé! E o medo das peles aveludadas como um pêssego, com tudo nos devidos lugares, sem ainda não terem sentido a ação da gravidade, que para o centro do mundo, tudo puxa!
E, ainda para ajudar, sabe-se que falar livremente nos consultórios da fragilidade potência, auxilia no diagnóstico de outros problemas que, em muito, comprometeriam o desfrute desses renovados prazeres.
Mas, esperem pra ver...
Na concorrência para suprir a máscula virilidade versus curar a tímida frigidez feminina, novas e revolucionárias químicas irão aparecer para incrementar esse capitalismo afrodisíaco e ser mais uma etapa na história da sexualidade humana.
Autora: Maria da Conceição Falcade Bassan Forti é professora de Ciências na EE.Dilecta Ceneviva Martinelli, em Americana.
Crônica elaborada a partir do artigo da Revista Veja, edição 2052, ano 41, nº 11, página 94, de 19 de março de 2008 – Editora Abril.
Uma vingança à altura
Eu tenho um amigo que é doido. Não, não doido assim...desses que saem pela rua proclamando o fim do mundo, ou que babam, falam sozinhos... Ele é um doido de bastidores!
É... o cara prepara suas doidices em laboratório, imagine! Maluquices programadas mesmo, travessuras planejadas, divagações intencionalmente pensadas!
Ele é doido, mas não é bobo. Se tiver paciência e tempo de ler as próximas linhas, verá do que é capaz esse rapaz (não foi proposital esse trocadilho, tá!).
Há uns dias atrás a nossa toda poderosa detentora de serviços telefônicos deixou na mão nada menos que 11,5 milhões de usuários com mais uma sessão de apagão. E desta vez o tormento durou cerca de seis horas, impedindo importantes transações comerciais, industriais, sociais, confidenciais e tantos outros ais...
Imagine você quantos “eu te amo, juro que amo, amor!” deixaram de ser ditos? Quantos “perdoa, só mais essa vez!” “A Bete tá?” “Alô, é da rádio Clube?” “E ai Gaspar, como foi de festa?”. Imagine também quantas ligações deixaram de partir dos bancos oferecendo crédito barato com prestações para o resto da vida?! E ofertas do cartão American Express? De assinaturas de revistas? Das Associações de Amparo ao Menor Carente da Comunidade do Brejo Largado? Quantos trotes ao 190, 192, 193, 19...!
Claro que outras transações não menos importantes também tiveram paralisação, como aquele cancelamento de consulta médica, aquele aviso da mãe avisando o filhinho que quando chegar é para pegar a chave na vizinha, aquele recado do DR. Cerqueira para a esposa de que teve que viajar às pressas e assim não poderia participar da festinha de aniversário do enteado e tantas outras bobagens... digo, contatos importantes.
É, meu chapa, telefone hoje em dia é tudo, bendito seja quem inventou esse benefício para a humanidade, mas maldita seja essa companhia que anda desandando com seus fiéis fregueses, tendo que ferver a cuca para se explicar depois de situações embaraçosas, criadas com a tal “falha técnica”.
Uma nota oficial, que não chegou a ser publicada porque o presidente da prestadora, envergonhado, não permitiu, foi encontrada amassada próximo ao depósito de lixo nos fundos do prédio da empresa por um humilde trabalhador, explicava o seguinte:
“Em relação à lamentável interrupção dos serviços ocorrida na última terça-feira, temos a informar que quando uma chamada de costume foi endereçada a um determinado número de telefone de assinante para oferecer serviços da empresa, estranhamente todo o sistema ficou absolutamente travado sem poder receber ou efetuar outras ligações, o que rapidamente se expandiu para todo o estado interceptando tudo. Coisa de gênio, ou de doido. Na gravação da mencionada chamada, percebeu-se que o assinante queria se vingar da demora dos atendimentos dos nossos serviços, pois insistia em exigir da nossa funcionária toda sua documentação, números de tudo e depois demorava dizendo que estava consultando seu cadastro no sistema dele, quando voltava, exigia mais informações até que quando finalmente ouviu o que nossa relações públicas tinha a lhe ofertar, disse:
- Ah! Contratação de serviços não é comigo, aguarde que vou chamar minha esposa que é quem cuida deste departamento aqui. Não desligue por favor, sua ligação é muito importante para nós.
Depois de quase uma hora, alguém disse:
- Desculpe a demora senhorita, mas nosso sistema está um pouco lento hoje, mas a pessoa responsável já vai lhe atender, peço que continue aguardando. Daí mais uma hora, uma voz feminina pergunta:
- Mas qual é o assunto mesmo? Ah! Você quer que eu contrate mais um serviço? Não, não. No momento não estamos interessados nesta aquisição, quem sabe após o verão, tá?!?
E, assim, depois de quase seis horas de enrolação é que foi restabelecido o sistema.”
É, o meu amigo realmente é um doido sabido!
Autor: Sérgio Itamar Peres Marques é professor de Língua Portuguesa. Atualmente exerce a função de Professor Coordenador de Ciclo I, na EE. Profª Jadyr Guimarães Castro em Santa Bárbara d’Oeste.
Crônica elaborada a partir de uma notícia publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 11 de junho/2009 página C6.
É... o cara prepara suas doidices em laboratório, imagine! Maluquices programadas mesmo, travessuras planejadas, divagações intencionalmente pensadas!
Ele é doido, mas não é bobo. Se tiver paciência e tempo de ler as próximas linhas, verá do que é capaz esse rapaz (não foi proposital esse trocadilho, tá!).
Há uns dias atrás a nossa toda poderosa detentora de serviços telefônicos deixou na mão nada menos que 11,5 milhões de usuários com mais uma sessão de apagão. E desta vez o tormento durou cerca de seis horas, impedindo importantes transações comerciais, industriais, sociais, confidenciais e tantos outros ais...
Imagine você quantos “eu te amo, juro que amo, amor!” deixaram de ser ditos? Quantos “perdoa, só mais essa vez!” “A Bete tá?” “Alô, é da rádio Clube?” “E ai Gaspar, como foi de festa?”. Imagine também quantas ligações deixaram de partir dos bancos oferecendo crédito barato com prestações para o resto da vida?! E ofertas do cartão American Express? De assinaturas de revistas? Das Associações de Amparo ao Menor Carente da Comunidade do Brejo Largado? Quantos trotes ao 190, 192, 193, 19...!
Claro que outras transações não menos importantes também tiveram paralisação, como aquele cancelamento de consulta médica, aquele aviso da mãe avisando o filhinho que quando chegar é para pegar a chave na vizinha, aquele recado do DR. Cerqueira para a esposa de que teve que viajar às pressas e assim não poderia participar da festinha de aniversário do enteado e tantas outras bobagens... digo, contatos importantes.
É, meu chapa, telefone hoje em dia é tudo, bendito seja quem inventou esse benefício para a humanidade, mas maldita seja essa companhia que anda desandando com seus fiéis fregueses, tendo que ferver a cuca para se explicar depois de situações embaraçosas, criadas com a tal “falha técnica”.
Uma nota oficial, que não chegou a ser publicada porque o presidente da prestadora, envergonhado, não permitiu, foi encontrada amassada próximo ao depósito de lixo nos fundos do prédio da empresa por um humilde trabalhador, explicava o seguinte:
“Em relação à lamentável interrupção dos serviços ocorrida na última terça-feira, temos a informar que quando uma chamada de costume foi endereçada a um determinado número de telefone de assinante para oferecer serviços da empresa, estranhamente todo o sistema ficou absolutamente travado sem poder receber ou efetuar outras ligações, o que rapidamente se expandiu para todo o estado interceptando tudo. Coisa de gênio, ou de doido. Na gravação da mencionada chamada, percebeu-se que o assinante queria se vingar da demora dos atendimentos dos nossos serviços, pois insistia em exigir da nossa funcionária toda sua documentação, números de tudo e depois demorava dizendo que estava consultando seu cadastro no sistema dele, quando voltava, exigia mais informações até que quando finalmente ouviu o que nossa relações públicas tinha a lhe ofertar, disse:
- Ah! Contratação de serviços não é comigo, aguarde que vou chamar minha esposa que é quem cuida deste departamento aqui. Não desligue por favor, sua ligação é muito importante para nós.
Depois de quase uma hora, alguém disse:
- Desculpe a demora senhorita, mas nosso sistema está um pouco lento hoje, mas a pessoa responsável já vai lhe atender, peço que continue aguardando. Daí mais uma hora, uma voz feminina pergunta:
- Mas qual é o assunto mesmo? Ah! Você quer que eu contrate mais um serviço? Não, não. No momento não estamos interessados nesta aquisição, quem sabe após o verão, tá?!?
E, assim, depois de quase seis horas de enrolação é que foi restabelecido o sistema.”
É, o meu amigo realmente é um doido sabido!
Autor: Sérgio Itamar Peres Marques é professor de Língua Portuguesa. Atualmente exerce a função de Professor Coordenador de Ciclo I, na EE. Profª Jadyr Guimarães Castro em Santa Bárbara d’Oeste.
Crônica elaborada a partir de uma notícia publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 11 de junho/2009 página C6.
Vovozinha Inocente
Estava eu, manuseando o jornal, quando uma notícia na página policial chamou-me a atenção: “Senhora idosa apanha do namorado”.
Logo pensei: Cachorro! Safado! Onde já se viu bater em uma senhora de idade! Ainda bem, que existe á lei Maria da Penha. Essa que protege a mulher do agressor. Mas este sempre acaba pagando a pena com "cestas básicas". Aliás, esta lei deveria se chamar "Cesta da Maria da Penha".
A velha foi à delegacia registrar o acontecido.
O delegado vendo a velha toda machucada pergunta:
- Minha senhora o que aconteceu?
- Senhor delegado, levei uma surra do meu namorado.
O delegado mudou sua fisionomia e falou para o escrivão:
- Esse é mais um que vai em cana...
- Senhora, qual é o nome do agressor?
- Senhor eu não sei ...
- Não sabe? Como a senhora, não sabe? Não era seu namorado?
- Era sim, delegado. Eu namorava há seis meses e só chamava ele de Bem.
O delegado ficou irritado com a velha, e foi logo falando:
- Minha senhora, da próxima vez, pergunte o nome antes de chamar de Bem, só assim poderei registrar a queixa.
A velha sai da delegacia cabisbaixa, resmungando: Volte Bem ... volte Bem ...
Autora: Elivete Rodrigues da Silva - Professora de Língua Portuguesa na Escola Maria Judita Savioli de Oliveira, em Santa Bárbara d’Oeste.
Crônica elaborada a partir da notícia “Mulher apanha do namorado e diz não saber o nome do bem” – publicada no jornal O Liberal dia 25 de junho de 2009.
Logo pensei: Cachorro! Safado! Onde já se viu bater em uma senhora de idade! Ainda bem, que existe á lei Maria da Penha. Essa que protege a mulher do agressor. Mas este sempre acaba pagando a pena com "cestas básicas". Aliás, esta lei deveria se chamar "Cesta da Maria da Penha".
A velha foi à delegacia registrar o acontecido.
O delegado vendo a velha toda machucada pergunta:
- Minha senhora o que aconteceu?
- Senhor delegado, levei uma surra do meu namorado.
O delegado mudou sua fisionomia e falou para o escrivão:
- Esse é mais um que vai em cana...
- Senhora, qual é o nome do agressor?
- Senhor eu não sei ...
- Não sabe? Como a senhora, não sabe? Não era seu namorado?
- Era sim, delegado. Eu namorava há seis meses e só chamava ele de Bem.
O delegado ficou irritado com a velha, e foi logo falando:
- Minha senhora, da próxima vez, pergunte o nome antes de chamar de Bem, só assim poderei registrar a queixa.
A velha sai da delegacia cabisbaixa, resmungando: Volte Bem ... volte Bem ...
Autora: Elivete Rodrigues da Silva - Professora de Língua Portuguesa na Escola Maria Judita Savioli de Oliveira, em Santa Bárbara d’Oeste.
Crônica elaborada a partir da notícia “Mulher apanha do namorado e diz não saber o nome do bem” – publicada no jornal O Liberal dia 25 de junho de 2009.
Equívocos à parte...
Pedro era um sujeito forte, tanto que desde menino já era apelidado de “Pedrão” - no sentido mais sutil da palavra - mas naquele dia não se sentia tão forte, pois estava ali na sala de espera do consultório, que aliás como sempre estava lotado, aguardando sua vez para ouvir o resultado do check-up feito na semana anterior.
A cada nome anunciado sentia seu sangue ferver e congelar nas veias, as mãos tremiam como se fosse um bêbado em abstinência, as vozes dos demais pacientes ecoavam em sua cabeça e o coração brincava de montanha russa, dando picos de taquicardia. Às vezes ouvia longe a voz da esposa comentar, com duas novas colegas que fizera ali, que estava acompanhando o marido mas queria mesmo era estar em casa assistindo as receitas do rádio, e do outro lado da sala de espera observava uma TV ligada mas não conseguia sequer saber qual programa estava passando.
“Isso é uma grande tortura!” pensou Pedro. “Só por causa de uma dorzinha de cabeça ter que fazer este monte de exames e ainda ter que ficar aqui, como um touro esperando o abate! Não é justo!”. Olha o relógio e vê que chegara cedo demais ao consultório, pois ainda faltava uma hora para sua consulta. Coça a cabeça e ouve a campainha do sistema de som tocar:
- Sr.Pedro dirija-se à sala 10!
O anúncio no microfone fez com que ficasse ali paralisado por alguns segundos, que lhe pareceram horas, subitamente interrompido pelo puxão dado pela mulher na manga da camisa...
“- Levanta Pedro, parece que tá dormindo! É a sua vez!!!” disse a esposa.
Aquilo lhe doeu mais do que a dor sentida na semana passada. Sua vez havia chegado. Levantou-se mas não conseguia andar direito. Disfarçou e disse à mulher que estava sentido a perna formigando, porque havia sentado sobre uma das pernas, mas na realidade não queria entrar naquele consultório, como se estivesse tendo um mau presságio.
Com muito custo, adentra a sala e o médico lhe recebe à porta, que aproveita para olhar a sala de espera e, discretamente faz uma careta ao ver que estava lotada. Mal se senta e é bombardeado com várias perguntas feitas pelo médico:
“-O senhor ainda fuma?”
“-Costuma comer muita carne gordurosa?”
“-E bebida, é todo dia ou só socialmente?”
“-Esportes pelo jeito o senhor não faz, não é?”
Pedro ainda estava tentando responder à primeira pergunta quando o médico lhe faz um prognóstico pouco animador:
“-O senhor não vai longe, seu caso é grave!”, diz o médico sem sequer lhe olhar na face, mais preocupado em mover incessantemente o mouse do computador...
Nesse momento sua esposa cai no choro, e aos prantos diz que aquilo não poderia ser verdade porque seu marido é muito forte e que nunca precisou de médico. Quase tendo uma crise de histeria diz que vai processar todo mundo – o médico, o laboratório, o hospital e até a recepcionista, que alguns minutos antes havia se recusado a lhe antecipar o que estava escrito nos exames.
O médico então tenta acalmar a mulher, enquanto Pedro permanece ali sentado, estático, sem entender direito o que está acontecendo.
“-Minha senhora, tente manter a calma, nesse período podem surgir novos tratamentos!”, diz o médico para tentar amenizar a situação.
“-Como assim, doutor?” pergunta Pedro.
-“Tente ficar calmo, afinal você ainda tem seis meses de vida!” responde o médico.
“-Tudo isso?!” exclama ela.
Nesse momento a porta da sala se abre e a recepcionista pede desculpas dizendo que o Pedro daquele horário havia ligado para avisar que estava atrasado para a consulta.
Autora: Daniele Angélica Nardi dos Santos – Professora de Língua Portuguesa na E.E. Alexandre Bassora, em Nova Odessa.
Fonte: “Piada do macarrão instantâneo”, extraída da cultura popular, com alterações e complementos da autora.
A cada nome anunciado sentia seu sangue ferver e congelar nas veias, as mãos tremiam como se fosse um bêbado em abstinência, as vozes dos demais pacientes ecoavam em sua cabeça e o coração brincava de montanha russa, dando picos de taquicardia. Às vezes ouvia longe a voz da esposa comentar, com duas novas colegas que fizera ali, que estava acompanhando o marido mas queria mesmo era estar em casa assistindo as receitas do rádio, e do outro lado da sala de espera observava uma TV ligada mas não conseguia sequer saber qual programa estava passando.
“Isso é uma grande tortura!” pensou Pedro. “Só por causa de uma dorzinha de cabeça ter que fazer este monte de exames e ainda ter que ficar aqui, como um touro esperando o abate! Não é justo!”. Olha o relógio e vê que chegara cedo demais ao consultório, pois ainda faltava uma hora para sua consulta. Coça a cabeça e ouve a campainha do sistema de som tocar:
- Sr.Pedro dirija-se à sala 10!
O anúncio no microfone fez com que ficasse ali paralisado por alguns segundos, que lhe pareceram horas, subitamente interrompido pelo puxão dado pela mulher na manga da camisa...
“- Levanta Pedro, parece que tá dormindo! É a sua vez!!!” disse a esposa.
Aquilo lhe doeu mais do que a dor sentida na semana passada. Sua vez havia chegado. Levantou-se mas não conseguia andar direito. Disfarçou e disse à mulher que estava sentido a perna formigando, porque havia sentado sobre uma das pernas, mas na realidade não queria entrar naquele consultório, como se estivesse tendo um mau presságio.
Com muito custo, adentra a sala e o médico lhe recebe à porta, que aproveita para olhar a sala de espera e, discretamente faz uma careta ao ver que estava lotada. Mal se senta e é bombardeado com várias perguntas feitas pelo médico:
“-O senhor ainda fuma?”
“-Costuma comer muita carne gordurosa?”
“-E bebida, é todo dia ou só socialmente?”
“-Esportes pelo jeito o senhor não faz, não é?”
Pedro ainda estava tentando responder à primeira pergunta quando o médico lhe faz um prognóstico pouco animador:
“-O senhor não vai longe, seu caso é grave!”, diz o médico sem sequer lhe olhar na face, mais preocupado em mover incessantemente o mouse do computador...
Nesse momento sua esposa cai no choro, e aos prantos diz que aquilo não poderia ser verdade porque seu marido é muito forte e que nunca precisou de médico. Quase tendo uma crise de histeria diz que vai processar todo mundo – o médico, o laboratório, o hospital e até a recepcionista, que alguns minutos antes havia se recusado a lhe antecipar o que estava escrito nos exames.
O médico então tenta acalmar a mulher, enquanto Pedro permanece ali sentado, estático, sem entender direito o que está acontecendo.
“-Minha senhora, tente manter a calma, nesse período podem surgir novos tratamentos!”, diz o médico para tentar amenizar a situação.
“-Como assim, doutor?” pergunta Pedro.
-“Tente ficar calmo, afinal você ainda tem seis meses de vida!” responde o médico.
“-Tudo isso?!” exclama ela.
Nesse momento a porta da sala se abre e a recepcionista pede desculpas dizendo que o Pedro daquele horário havia ligado para avisar que estava atrasado para a consulta.
Autora: Daniele Angélica Nardi dos Santos – Professora de Língua Portuguesa na E.E. Alexandre Bassora, em Nova Odessa.
Fonte: “Piada do macarrão instantâneo”, extraída da cultura popular, com alterações e complementos da autora.
Pombo-Correio
Rosicleyde ia saindo do cadeião de Santo Amaro, toda apressada, porém como sempre foi abordada.
-O que temos aí? Por que tanta pressa?
-Ora não é nada seu guarda!
-O que é isso aí?
Tem alguma coisa se mexendo dentro de sua bolsa!
Ah!!! não é nada importante. Veja, eu já fui revistada na entrada, vou ser revistada também na saída? Que é isso! Isso já é abuso de poder! Olha que eu também entendo de lei!
-Deixa de papo e abre a bolsa!
-Já lhe disse não tem nada de importante. Olhe são apenas uns franguinhos que Carlão, meu marido, está mandando para os meninos.
-Onde ele achou frango? Isso aqui por acaso virou granja?
-Quero ver, abra a bolsa!
-Que implicância! Satisfeito!
-Ora! São pombos! Dois pombos. O que a senhora vai fazer com esses pombos?
-Pombo o quê seu guarda? Veja direitinho tem olho de frango, bico de frango, tamanho de frango e se eu puxar uma peninha te garanto como ele vai cacareja.
-Deixe de conversa mole e solte os bichos!
-Eu até solto, mas continuo achando que é um desperdício fazer uma coisa dessas em época de crise. Eu acho que é frango, se o senhor acha que é pombo me deixe levar que eu farei uma frangada ou pombada para os pequenos. O senhor não deve ter preconceito ave é ave, os ricos comem codorna, não comem? Nos tempos em que Carlão estava na ativa ele levava pombo e eu fazia no forno com azeite de dendê e orégano. Era de lamber os beiços.
-Sinto muito, mas os pombos ficam!
-E os meninos seu guarda? O Senhor não tem pena?
-Encontre pombo em outro lugar.
-Ta difícil! Lá no morro não tem mais nem gato.
-Deixe de conversa e solte logo esses pombos...
Ela tirou os pombos da bolsa e colocou-os no chão com um olhar de pesar. Que dava pena de ver.
Na cabeça tinha apenas um pensamento:
E agora como é que eu vou mandar o celular para o Carlão?
Autora: Regina Góes de Mello - Professora de Geografia - atualmente exercendo a função de Professora Coordenadora na E.E. Profª Sinésia Martini, em Americana.
-O que temos aí? Por que tanta pressa?
-Ora não é nada seu guarda!
-O que é isso aí?
Tem alguma coisa se mexendo dentro de sua bolsa!
Ah!!! não é nada importante. Veja, eu já fui revistada na entrada, vou ser revistada também na saída? Que é isso! Isso já é abuso de poder! Olha que eu também entendo de lei!
-Deixa de papo e abre a bolsa!
-Já lhe disse não tem nada de importante. Olhe são apenas uns franguinhos que Carlão, meu marido, está mandando para os meninos.
-Onde ele achou frango? Isso aqui por acaso virou granja?
-Quero ver, abra a bolsa!
-Que implicância! Satisfeito!
-Ora! São pombos! Dois pombos. O que a senhora vai fazer com esses pombos?
-Pombo o quê seu guarda? Veja direitinho tem olho de frango, bico de frango, tamanho de frango e se eu puxar uma peninha te garanto como ele vai cacareja.
-Deixe de conversa mole e solte os bichos!
-Eu até solto, mas continuo achando que é um desperdício fazer uma coisa dessas em época de crise. Eu acho que é frango, se o senhor acha que é pombo me deixe levar que eu farei uma frangada ou pombada para os pequenos. O senhor não deve ter preconceito ave é ave, os ricos comem codorna, não comem? Nos tempos em que Carlão estava na ativa ele levava pombo e eu fazia no forno com azeite de dendê e orégano. Era de lamber os beiços.
-Sinto muito, mas os pombos ficam!
-E os meninos seu guarda? O Senhor não tem pena?
-Encontre pombo em outro lugar.
-Ta difícil! Lá no morro não tem mais nem gato.
-Deixe de conversa e solte logo esses pombos...
Ela tirou os pombos da bolsa e colocou-os no chão com um olhar de pesar. Que dava pena de ver.
Na cabeça tinha apenas um pensamento:
E agora como é que eu vou mandar o celular para o Carlão?
Autora: Regina Góes de Mello - Professora de Geografia - atualmente exercendo a função de Professora Coordenadora na E.E. Profª Sinésia Martini, em Americana.
O poder recheado de podridão
Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado... Na favela pela ausência de dinheiro; no senado pelo excesso e esbanjamento.
Em meios a escândalos, a política brasileira afunda em um poço de lamas. A pouca vergonha é uma constante na casa dos “representantes do povo”.
O que temos agora são os atos secretos, decisões tomadas por parlamentares que não poderiam ser divulgadas. Recentemente a mídia brasileira divulgou a contratação de um mordomo por R$12 mil.
Segundo o Senado, o referido funcionário faz parte do quadro efetivo de funcionários do senado, porém exerce atividade para a governadora do Maranhão Roseana Sarney. É a farra do dinheiro público, a esta altura dos acontecimentos já misturam o que é público com o que é privado, ignoram a função de legislador público, que tem por obrigação oferecer alternativas para solucionar os problemas da população.
Ninguém respeita a Constituição... O chefe do executivo nacional acredita que os cidadãos não são iguais perante a lei, acha que alguns são melhores que outros e, por isso, merece um tratamento diferenciado.
São tantas mazelas, que cada dia o político vai se tornando um alguém sem crédito, marginalizado, pois vive às margens dos valores da sociedade, Suas atitudes são inaceitáveis!
Impossível confiar em alguém que só pensa em si e que, também, adquire para si bens com o dinheiro do pobre trabalhador que luta para ganhar um salário mínimo e sustentar a família e a podridão dos nossos “representantes”.
Uma casa de leis que admite a um político pagar mordomo, e até ligações para disque-sexo, não resta outra palavra que a caracterize, senão: imundície.
E esta imundície fui eu, foi você, foram todos os que votam que permitiram a transformação da casa de moral em uma instituição sem crédito e entregue aos torpes que anseiam construir fortunas com o dinheiro conquistado a grosso suor pelo sofrido trabalhador.
Autor: Giomário Nunes Torres - Professor de Língua Portuguesa na E.E. Profª Maria Judita Savioli de Oliveira, em Santa Bárbara d'Oeste
Em meios a escândalos, a política brasileira afunda em um poço de lamas. A pouca vergonha é uma constante na casa dos “representantes do povo”.
O que temos agora são os atos secretos, decisões tomadas por parlamentares que não poderiam ser divulgadas. Recentemente a mídia brasileira divulgou a contratação de um mordomo por R$12 mil.
Segundo o Senado, o referido funcionário faz parte do quadro efetivo de funcionários do senado, porém exerce atividade para a governadora do Maranhão Roseana Sarney. É a farra do dinheiro público, a esta altura dos acontecimentos já misturam o que é público com o que é privado, ignoram a função de legislador público, que tem por obrigação oferecer alternativas para solucionar os problemas da população.
Ninguém respeita a Constituição... O chefe do executivo nacional acredita que os cidadãos não são iguais perante a lei, acha que alguns são melhores que outros e, por isso, merece um tratamento diferenciado.
São tantas mazelas, que cada dia o político vai se tornando um alguém sem crédito, marginalizado, pois vive às margens dos valores da sociedade, Suas atitudes são inaceitáveis!
Impossível confiar em alguém que só pensa em si e que, também, adquire para si bens com o dinheiro do pobre trabalhador que luta para ganhar um salário mínimo e sustentar a família e a podridão dos nossos “representantes”.
Uma casa de leis que admite a um político pagar mordomo, e até ligações para disque-sexo, não resta outra palavra que a caracterize, senão: imundície.
E esta imundície fui eu, foi você, foram todos os que votam que permitiram a transformação da casa de moral em uma instituição sem crédito e entregue aos torpes que anseiam construir fortunas com o dinheiro conquistado a grosso suor pelo sofrido trabalhador.
Autor: Giomário Nunes Torres - Professor de Língua Portuguesa na E.E. Profª Maria Judita Savioli de Oliveira, em Santa Bárbara d'Oeste
Barriga de Aluguel
Alugar barriga é fonte de renda hoje em dia. É isso mesmo, um aluguel de útero pode valer até R$ 100 mil.
Já vi aluguel de casa, bicicleta, carro...Mas de barriga? Achei que era coisa de novela. As pessoas alugam de tudo mesmo para sobreviver, até a mãe, se necessário.
É... A vida está difícil mesmo! Há quem gera uma criança em troca de dinheiro. Como se isso fosse uma troca, um comércio. E para quê? Para pagar dívidas!
Mas isso não é para qualquer mulher não!!! Imagine você, carregar no ventre uma criança e, no término de 9 meses, entregá-la a um desconhecido? Onde ficam os sentimentos maternos? Simplesmente não existem?
Acreditem... A legislação brasileira não prevê punições às mulheres que se oferecem como barriga de aluguel. Só falta dizer que alugar barriga pode virar profissão com carteira assinada!
Então, mulheres, podem fazer dívidas à vontade.
Pois é, se essa moda pega, teremos muitas grávidas neste país!!!
Autora: Maria José dos Santos - Professora de Língua Portuguesa na E.E. Profª Irene A. Saes, em Santa Bárbara d'Oeste.
Crônica baseada na notícia de jornal intitulada:“Alugar barriga custa até R$ 100 mil”, publicada no jornal “O Liberal”, de 18 de junho de 2009 – p.05
Já vi aluguel de casa, bicicleta, carro...Mas de barriga? Achei que era coisa de novela. As pessoas alugam de tudo mesmo para sobreviver, até a mãe, se necessário.
É... A vida está difícil mesmo! Há quem gera uma criança em troca de dinheiro. Como se isso fosse uma troca, um comércio. E para quê? Para pagar dívidas!
Mas isso não é para qualquer mulher não!!! Imagine você, carregar no ventre uma criança e, no término de 9 meses, entregá-la a um desconhecido? Onde ficam os sentimentos maternos? Simplesmente não existem?
Acreditem... A legislação brasileira não prevê punições às mulheres que se oferecem como barriga de aluguel. Só falta dizer que alugar barriga pode virar profissão com carteira assinada!
Então, mulheres, podem fazer dívidas à vontade.
Pois é, se essa moda pega, teremos muitas grávidas neste país!!!
Autora: Maria José dos Santos - Professora de Língua Portuguesa na E.E. Profª Irene A. Saes, em Santa Bárbara d'Oeste.
Crônica baseada na notícia de jornal intitulada:“Alugar barriga custa até R$ 100 mil”, publicada no jornal “O Liberal”, de 18 de junho de 2009 – p.05
Que moda é essa!
Hoje em dia, observando a multidão nas ruas, no metrô, nos shoppings, fico em dúvida qual é o padrão atual da moda.
Existe padrão?
Quem faz a moda?
Como se faz a moda e os modismos?
Para os mais jovens mostrar a cueca e a calcinha é o máximo!
As roupas íntimas há muito deixaram de ser íntimas. Na novela, a personagem deixa à mostra o sutiã de tons fortes que contrasta com o decote da roupa que fica levantando, dando mais destaque ainda. Parece normal! E o pior é que isto pode virar moda a qualquer momento, ou enquanto durar a novela.
Talvez as pessoas sintam-se tão mal em não aderir ao modismo, quanto não se sintam bem, hoje, em ver estas distorções de valores.
O mundo da moda, dos desfiles de Milão, Paris, New York, Fashion Week, com certeza, está distante das pessoas comuns, por isso preferem acompanhar a moda do momento, que aparece na TV.
Autora: Miriam de Souza Coelho é Professora de Inglês na E.E. Profª Sebastiana Paié Rodella - Americana
Crônica produzida a partir da nota publicada na FOLHA DE S.PAULO de 22 de Junho de 2009 -intitulada Conexão Jesus:
Existe padrão?
Quem faz a moda?
Como se faz a moda e os modismos?
Para os mais jovens mostrar a cueca e a calcinha é o máximo!
As roupas íntimas há muito deixaram de ser íntimas. Na novela, a personagem deixa à mostra o sutiã de tons fortes que contrasta com o decote da roupa que fica levantando, dando mais destaque ainda. Parece normal! E o pior é que isto pode virar moda a qualquer momento, ou enquanto durar a novela.
Talvez as pessoas sintam-se tão mal em não aderir ao modismo, quanto não se sintam bem, hoje, em ver estas distorções de valores.
O mundo da moda, dos desfiles de Milão, Paris, New York, Fashion Week, com certeza, está distante das pessoas comuns, por isso preferem acompanhar a moda do momento, que aparece na TV.
Autora: Miriam de Souza Coelho é Professora de Inglês na E.E. Profª Sebastiana Paié Rodella - Americana
Crônica produzida a partir da nota publicada na FOLHA DE S.PAULO de 22 de Junho de 2009 -intitulada Conexão Jesus:
Preconceito
Todos os dias são noticiados, na mídia, casos de preconceito de todos os tipos. Existem estatutos, como o ECA e o Estatuto do Idoso, mas muitos casos que acabam em 'pizza' não param de aumentar. Já o maior... continua abandonado.
Alguns casos de exclusão nada mais são que uma fuga financeira. A regra é economizar. E, assim, mãe adolescente tem dificuldades para encontrar emprego.
Enquanto isso... apresentador que, anos atrás protagonizou uma mentira em rede nacional, fingindo estar falando, numa entrevista forjada com um membro do PCC, recebe oferta de salário mensal de R$ 3 milhões para trocar de emissora, salário este equivalente a três vitórias no “BBB” ou no “A Fazenda”. A ética em nosso país não tem valor.
O preconceito provocado pelo padrão de beleza abre espaço para distúrbios alimentares como: Anorexia e Bulimia.
Felizmente, a capacidade e o talento quando encontra espaço, vence a intolerância e deixa a sua marca, como o caso de Susan Boyle, que não venceu o concurso mas tornou-se mundialmente famosa, embora sua condição de simples ‘dona-de-casa’.
Preconceito só é bem vindo em forma de repúdio: aos pedófilos, estupradores, políticos corruptos e por aí afora...
Texto Enviado pelo Professor de Ciências - José Carlos C. Rodrigues – da E.E. Maria Judita Savioli de Oliveira – Santa Bárbara d’Oeste.
Autoria das Alunas: Caroline, Mariana e Thais
Crônica elaborada a partir da notícia: ‘Gravidez entre as adolescentes’ publicada no jornal ‘O Liberal’ de 14/06/2006.
Alguns casos de exclusão nada mais são que uma fuga financeira. A regra é economizar. E, assim, mãe adolescente tem dificuldades para encontrar emprego.
Enquanto isso... apresentador que, anos atrás protagonizou uma mentira em rede nacional, fingindo estar falando, numa entrevista forjada com um membro do PCC, recebe oferta de salário mensal de R$ 3 milhões para trocar de emissora, salário este equivalente a três vitórias no “BBB” ou no “A Fazenda”. A ética em nosso país não tem valor.
O preconceito provocado pelo padrão de beleza abre espaço para distúrbios alimentares como: Anorexia e Bulimia.
Felizmente, a capacidade e o talento quando encontra espaço, vence a intolerância e deixa a sua marca, como o caso de Susan Boyle, que não venceu o concurso mas tornou-se mundialmente famosa, embora sua condição de simples ‘dona-de-casa’.
Preconceito só é bem vindo em forma de repúdio: aos pedófilos, estupradores, políticos corruptos e por aí afora...
Texto Enviado pelo Professor de Ciências - José Carlos C. Rodrigues – da E.E. Maria Judita Savioli de Oliveira – Santa Bárbara d’Oeste.
Autoria das Alunas: Caroline, Mariana e Thais
Crônica elaborada a partir da notícia: ‘Gravidez entre as adolescentes’ publicada no jornal ‘O Liberal’ de 14/06/2006.
SÓ PARA MULHERES
Sabe aqueles dias em que as pessoas acordam pensando que nada está a seu favor e decidem sair, dar uma volta, ver vitrines, comprar uma “agulha”. Pois bem... Ligam desesperadas na busca de uma amiga para lhes fazer companhia nessa odisséia.E, lá se vão as duas amigas rumo ao Shopping, na certeza da exata compensação, para aliviar suas amarguras, pois alguma atitude tem que ser tomada para melhorar o astral.
Passeiam, olham encantadas as novidades, observam as blusas, as calças jeans, acompanhadas de um grande e colorido cartaz anunciando “LIQUIDAÇÃO”. Os olhos brilham, o coração bate mais rápido, na ânsia de se conter e não gastar.
Saem de uma loja de calçados, entram em outra à procura de uma “bota”, pois é inverno, as festas de época, enfim, todo mundo está usando. A vendedora muito simpática chega até a pessoa que pede uma bota preta, cano curto nº. 34. Meio encabulada diz que só tem o 35, mas insiste para comprar e usar com duas meias grossas. Com certeza, ficará bom! O desejo de obter o produto é mais forte que a razão e a pessoa compra e não percebe que está sendo iludida...
A sociedade do consumo caracteriza-se pela posse de quantidades cada vez maiores e as propagandas têm a capacidade de criar novas necessidades que só serão satisfeitas se as pessoas adquirirem os produtos, muitos deles pouco úteis e até mesmo supérfluos.
O grande problema, como na maioria das atitudes impensadas e exageradas, é que os momentos agradáveis e as sensações de alívio causadas pelo ato das compras impulsivas passam rapidamente, dando lugar ao arrependimento, a culpa, a vergonha e claro aos problemas financeiros e pessoais.
Um simples desejo momentâneo pode piorar a situação emocional porque não adianta nada voltar para casa parecendo a Julia Robert no filme “Uma linda Mulher”, cheia de pacotes, com o coração angustiado por ter gasto o que não devia e não podia.
Mas nem sempre a cura pela depressão está em consumir, e sim está dentro da própria pessoa.
E você, de quantas “agulhas” precisa?
Autora: Sarita de Cássia T. Lino de Jesus – Professora de Língua Portuguesa e Espanhol da E.E. Monsenhor Henrique Nicopelli – SOB
Crônica elaborada a partir da Charge acima, publicada no Jornal “O Liberal”– Caderno L de 19/06/2009.
A Pimenta nos olhos do outro foi o meu refresco
Maldito trânsito... Buzina. Fumaça. Poluição. Sinal fechado. Dor de cabeça. Educação de lorde (Seu filho de uma P...). Trânsito parado, freada seca, motociclista no chão, sangue no asfalto; sirene rouca a gritar. Bombeiros a caminho, ponteiro em alta velocidade e relógio também.
A vida pede passagem, mas os automóveis estão estáticos. A morte estacionou.
Presencio essa cena de dentro do táxi rumo ao aeroporto, quero fugir dessa realidade mórbida... Quero desembarcar em Paris. Ah! Paris, a cidade dos apaixonados, Torre Eiffel, passeio de barco com algum parisiense que procura “Lê Amore”, sentir-me viva, muito viva.
Imagino estar no Airbus A 330-200, voo 447 da Air France, lá nas nuvens..., mas uma freada brusca me faz voltar à realidade. Trânsito caótico, os minutos voam como os aviões. Esse voo não vou perder! É a viagem da minha vida, que esse engarrafamento está matando lentamente, sufocada com o dióxido de carbono.
Enfim, chego ao aeroporto, mas o engarrafamento me venceu, a ira toma conta de mim, como posso ter perdido o vôo?!?
Esse trânsito assassino... que mata centenas de pessoas diariamente, matou-me o sonho de consumo, (pois, agora, pobre pode comprar uma passagem aérea em um dos meios de transporte mais seguros do mundo) que parcelei em suaves prestações no cartão de crédito, e ainda não terminei de pagar...
Não acredito que perdi a chance de voar e ver todo mundo bem pequenininho, passar por dentre as nuvens, ver o oceano feito um lençol azul.
É... esse trânsito, que mais parece uma lesma paralítica, aleijada, de uma perna só, além de colher vidas diariamente, ainda rouba os sonhos de alguns.
Vou para casa decepcionada, as horas passam lentas, pois quero culpar alguém pela minha falta de sorte, era para eu estar sobrevoando o oceano, no mais moderno avião francês, num luxo só! A moça do guichê disse que outra pessoa aproveitou a minha falta de sorte e embarcou no meu lugar.
Acho melhor passear no shopping. Distrair-me vendo promoções nas vitrines... quando vejo pela TV a grande tragédia envolvendo o vôo 447 da Air France, e penso: “Que sorte a minha! Melhor pimenta nos olhos do outro do que no meu”.
AUTORA: ADELINA M. M. BONFIM (Professora de Língua Portuguesa e Inglês da EE. Romana O.S.Cunha, atuando como PC-EF na EE. Maria Guilhermina L. Fagundes, em SOB.)
Crônica elaborada a partir da notícia:
Airbus tinha 80 brasileiros, diz Air France; voo apontou pane elétrica de 01/06/2009 - 12h44 - do UOL Notícias.
A vida pede passagem, mas os automóveis estão estáticos. A morte estacionou.
Presencio essa cena de dentro do táxi rumo ao aeroporto, quero fugir dessa realidade mórbida... Quero desembarcar em Paris. Ah! Paris, a cidade dos apaixonados, Torre Eiffel, passeio de barco com algum parisiense que procura “Lê Amore”, sentir-me viva, muito viva.
Imagino estar no Airbus A 330-200, voo 447 da Air France, lá nas nuvens..., mas uma freada brusca me faz voltar à realidade. Trânsito caótico, os minutos voam como os aviões. Esse voo não vou perder! É a viagem da minha vida, que esse engarrafamento está matando lentamente, sufocada com o dióxido de carbono.
Enfim, chego ao aeroporto, mas o engarrafamento me venceu, a ira toma conta de mim, como posso ter perdido o vôo?!?
Esse trânsito assassino... que mata centenas de pessoas diariamente, matou-me o sonho de consumo, (pois, agora, pobre pode comprar uma passagem aérea em um dos meios de transporte mais seguros do mundo) que parcelei em suaves prestações no cartão de crédito, e ainda não terminei de pagar...
Não acredito que perdi a chance de voar e ver todo mundo bem pequenininho, passar por dentre as nuvens, ver o oceano feito um lençol azul.
É... esse trânsito, que mais parece uma lesma paralítica, aleijada, de uma perna só, além de colher vidas diariamente, ainda rouba os sonhos de alguns.
Vou para casa decepcionada, as horas passam lentas, pois quero culpar alguém pela minha falta de sorte, era para eu estar sobrevoando o oceano, no mais moderno avião francês, num luxo só! A moça do guichê disse que outra pessoa aproveitou a minha falta de sorte e embarcou no meu lugar.
Acho melhor passear no shopping. Distrair-me vendo promoções nas vitrines... quando vejo pela TV a grande tragédia envolvendo o vôo 447 da Air France, e penso: “Que sorte a minha! Melhor pimenta nos olhos do outro do que no meu”.
AUTORA: ADELINA M. M. BONFIM (Professora de Língua Portuguesa e Inglês da EE. Romana O.S.Cunha, atuando como PC-EF na EE. Maria Guilhermina L. Fagundes, em SOB.)
Crônica elaborada a partir da notícia:
Airbus tinha 80 brasileiros, diz Air France; voo apontou pane elétrica de 01/06/2009 - 12h44 - do UOL Notícias.
domingo, 16 de agosto de 2009
Jovens morrem por estar na hora errada no lugar errado...
João Francisco Simões
Marcia Ap. Pinheiro Baltieri
Um jovem de 26 anos e outro de 20 morreram após o carro de um ilustre e novo parlamentar atingi-los em um acidente de trânsito. O que mais chama a atenção é que o carro onde estavam os dois jovens encontrava-se estacionado em local permitido e seguro, mas, segundo peritos, ainda há controvérsias neste ponto.
O autor do acidente diz estar “sendo acusado injustamente” de dirigir alcoolizado, mesmo após exames positivos de dosagem alcoólica. O réu primário e meramente “deputado” estava também com sua carteira de habilitação suspensa com 103 pontos (sendo permitido até 20) e com um total de 30 multas, dessas, 23 são por excesso de velocidade, todas aplicadas de forma errônia. Podemos constatar esses erros a partir da velocidade que o mesmo estava nesse acidente, apenas 190 Km/h, visto que 'tal carrinho' marca somente, no seu limite máximo de velocidade, 280Km/h. Quanto à dosagem alcoólica, o parlamentar apresentou a seguinte versão, em que foi muito convincente: “Estava voltando para a minha residência, após um longo e exaustivo dia de trabalho no plenário quando, do nada, acabou o combustível do meu álcool-móvel, ou melhor dizendo automóvel. Após esperar algumas horas por socorro, um cidadão de aparência simples, parou o seu carro e ofereceu-me ajuda. Já estava cansado de esperar e para não abusar daquela bondosa pessoa, fiz questão de eu mesmo pegar a mangueirinha e o galão de combustível para tirar um pouco e passar para o meu carro. No momento em que puxei o combustível com a boca, pela mangueirinha, senti aquele gosto horrível de álcool e infelizmente acabei tomando uns goles, sem me atentar que aquilo tratava-se de álcool e que, posteriormente, poderia ser constatado num exame de teor alcoólico”.
O deputado em um gesto nobre e sem interesses políticos renunciou nesta semana ao seu cargo, para ser julgado na justiça comum, como um cidadão qualquer, para não deixar seus colegas parlamentares constrangidos e, por uma terrível ironia do destino, com este puro ato de cidadania poderá concorrer na próxima eleição.
E os dois jovens do início?
Bem... Constataram-se que os mesmos estavam na hora errada, no lugar errado...
Crônica elaborada a partir de uma notícia de jornal.
*Os autores:
- João Francisco Simões (pseudônimo: Mico Leão Simões) é professor de Educação Física, pós-graduado na área de Didática e ex-militar da FAB, nascido em 18/06/1979, atualmente atua nas redes de ensino estadual e municipal.
Marcia Aparecida Pinheiro Baltieri é Professora de Educação Básica – Ciclo I – na E.E. Profª Delmira O. Lopes.
Marcia Ap. Pinheiro Baltieri
Um jovem de 26 anos e outro de 20 morreram após o carro de um ilustre e novo parlamentar atingi-los em um acidente de trânsito. O que mais chama a atenção é que o carro onde estavam os dois jovens encontrava-se estacionado em local permitido e seguro, mas, segundo peritos, ainda há controvérsias neste ponto.
O autor do acidente diz estar “sendo acusado injustamente” de dirigir alcoolizado, mesmo após exames positivos de dosagem alcoólica. O réu primário e meramente “deputado” estava também com sua carteira de habilitação suspensa com 103 pontos (sendo permitido até 20) e com um total de 30 multas, dessas, 23 são por excesso de velocidade, todas aplicadas de forma errônia. Podemos constatar esses erros a partir da velocidade que o mesmo estava nesse acidente, apenas 190 Km/h, visto que 'tal carrinho' marca somente, no seu limite máximo de velocidade, 280Km/h. Quanto à dosagem alcoólica, o parlamentar apresentou a seguinte versão, em que foi muito convincente: “Estava voltando para a minha residência, após um longo e exaustivo dia de trabalho no plenário quando, do nada, acabou o combustível do meu álcool-móvel, ou melhor dizendo automóvel. Após esperar algumas horas por socorro, um cidadão de aparência simples, parou o seu carro e ofereceu-me ajuda. Já estava cansado de esperar e para não abusar daquela bondosa pessoa, fiz questão de eu mesmo pegar a mangueirinha e o galão de combustível para tirar um pouco e passar para o meu carro. No momento em que puxei o combustível com a boca, pela mangueirinha, senti aquele gosto horrível de álcool e infelizmente acabei tomando uns goles, sem me atentar que aquilo tratava-se de álcool e que, posteriormente, poderia ser constatado num exame de teor alcoólico”.
O deputado em um gesto nobre e sem interesses políticos renunciou nesta semana ao seu cargo, para ser julgado na justiça comum, como um cidadão qualquer, para não deixar seus colegas parlamentares constrangidos e, por uma terrível ironia do destino, com este puro ato de cidadania poderá concorrer na próxima eleição.
E os dois jovens do início?
Bem... Constataram-se que os mesmos estavam na hora errada, no lugar errado...
Crônica elaborada a partir de uma notícia de jornal.
*Os autores:
- João Francisco Simões (pseudônimo: Mico Leão Simões) é professor de Educação Física, pós-graduado na área de Didática e ex-militar da FAB, nascido em 18/06/1979, atualmente atua nas redes de ensino estadual e municipal.
Marcia Aparecida Pinheiro Baltieri é Professora de Educação Básica – Ciclo I – na E.E. Profª Delmira O. Lopes.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
DOWNLOAD DO GUIA DA REFORMA ORTOGRÁFICA
Fique por dentro das mudanças na Língua Portuguesa. É só clicar no link abaixo e fazer o download do Guia da Reforma Ortográfica 'FMU - Museu da Língua Portuguesa'
http://www.fmu.br/guia/home.asp
http://www.fmu.br/guia/home.asp
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Texto enviado pela Supervisora Maria Salete
AMIGOS, O TEXTO É DE 1895. ALGUMA SEMELHANÇA???
“Desci para casa maldizendo da sorte e pensando comigo mesma:... “Que será de mim se for obrigada a largar a escola, estudo, minhas colegas e tudo para ir ensinar meninos pretos e burros no Rio Grande?”. Para me consolar vim refletindo: “Quem sabe se isso não decidirá minha vida? Eu sou inquieta e impaciente. Será possível que eu suporte ficar numa escola seis horas por dia, e ainda trazer cadernos pra casa para corrigir? Eu estou longe de tirar o título e já pensei nisso muitas vezes. Vou experimentar a escola e ver se dou para professora”.
Levanto-me na sexta feira cedo e triste de ser obrigada a largar a Escola Normal e ir para o Rio Grande. Desço a ladeira e entro na escola. Pergunto a um menino dos maiores como devemos começar. Levantam-se todos ao mesmo tempo e dizem que é preciso cantar o hino. Mando cantar. Todos cantam sem ordem e tudo desentoado. Mando parar no meio, batendo com a régua na mesa:
- Chega! Não precisa mais!
Os meninos já vão vendo a professora que têm. Pergunto de novo:
- E agora, que vamos fazer?
Cada um disse o que quis e eu sem saber o que fazer nem por onde devia começar. Lembrei-me então do meu tempo de escola de Mestra Joaquininha que começava sempre por corrigir as escritas, e peço os cadernos. Pus tudo escrevendo. Só nesse momento descansei um pouquinho. Entregam os cadernos; eu mando deixar em cima da mesa e peço os livros. Vão trazendo os livros e mostrando onde estão. Um diz:
- Eu estou aqui, mestra.
- Então estude até aqui, bem estudado.
Fui marcando as lições, mandei todos para os seus lugares e lhes disse que fossem estudando enquanto eu ia corrigir os cadernos. Sento-me, pego na pena e começo a passar as escritas.
- Mestra, olha o que o Joaquim ‘tá fazendo’! tá me fincando ‘arfinete’!
- Não, ele é bonzinho. Não é história dele, Joaquim? Você não é capaz disso.
- É sim, mestra! Ele é muito ruim! A senhora é que não sabe.
Volto aos cadernos.
- Mestra, olha Joãozinho me pinicando aqui!
Outro:
- Mestra, Chico enganou a senhora; a lição dele é outra.
- Mestra, Elvira mentiu; ela ‘tá mais adiante!
Um menino:
- Fum! Sai daqui porco! Olha, mestra, o que eles estão fazendo.
Fico tonta, sem saber como lidar com tantos ao mesmo tempo.
- Mestra, Amélia ‘tá dizendo que a escola agora é um paraíso de Adão e Eva, que é bom que a Mestra Madge fique doente muito tempo.
Eu, para emgabelá-los:
- Fiquem bonzinhos que eu continuarei com vocês.
Já outro grita:
- Mestra, Pedrinho meteu o dedo no nariz e enfiou na minha boca!
- Mestra, mestra, mestra! Olha isto! Olha aquilo!
Eu, completamente desorientada e sem saber que fazer... Pensei comigo: “Vou ser quitandeira, como Siá Generosa, vou lavar roupa, vou fazer qualquer outro serviço. Para isso já vi que não dou.”
QUER SABER O QUE DEU? LEIA “MINHA VIDA DE MENINA” (MORLEY, HELENA, SP: COMPANHIA DAS LETRAS, 1998.).
Valeu estar com vocês no “cronicando”!!!
Maria Salete
“Desci para casa maldizendo da sorte e pensando comigo mesma:... “Que será de mim se for obrigada a largar a escola, estudo, minhas colegas e tudo para ir ensinar meninos pretos e burros no Rio Grande?”. Para me consolar vim refletindo: “Quem sabe se isso não decidirá minha vida? Eu sou inquieta e impaciente. Será possível que eu suporte ficar numa escola seis horas por dia, e ainda trazer cadernos pra casa para corrigir? Eu estou longe de tirar o título e já pensei nisso muitas vezes. Vou experimentar a escola e ver se dou para professora”.
Levanto-me na sexta feira cedo e triste de ser obrigada a largar a Escola Normal e ir para o Rio Grande. Desço a ladeira e entro na escola. Pergunto a um menino dos maiores como devemos começar. Levantam-se todos ao mesmo tempo e dizem que é preciso cantar o hino. Mando cantar. Todos cantam sem ordem e tudo desentoado. Mando parar no meio, batendo com a régua na mesa:
- Chega! Não precisa mais!
Os meninos já vão vendo a professora que têm. Pergunto de novo:
- E agora, que vamos fazer?
Cada um disse o que quis e eu sem saber o que fazer nem por onde devia começar. Lembrei-me então do meu tempo de escola de Mestra Joaquininha que começava sempre por corrigir as escritas, e peço os cadernos. Pus tudo escrevendo. Só nesse momento descansei um pouquinho. Entregam os cadernos; eu mando deixar em cima da mesa e peço os livros. Vão trazendo os livros e mostrando onde estão. Um diz:
- Eu estou aqui, mestra.
- Então estude até aqui, bem estudado.
Fui marcando as lições, mandei todos para os seus lugares e lhes disse que fossem estudando enquanto eu ia corrigir os cadernos. Sento-me, pego na pena e começo a passar as escritas.
- Mestra, olha o que o Joaquim ‘tá fazendo’! tá me fincando ‘arfinete’!
- Não, ele é bonzinho. Não é história dele, Joaquim? Você não é capaz disso.
- É sim, mestra! Ele é muito ruim! A senhora é que não sabe.
Volto aos cadernos.
- Mestra, olha Joãozinho me pinicando aqui!
Outro:
- Mestra, Chico enganou a senhora; a lição dele é outra.
- Mestra, Elvira mentiu; ela ‘tá mais adiante!
Um menino:
- Fum! Sai daqui porco! Olha, mestra, o que eles estão fazendo.
Fico tonta, sem saber como lidar com tantos ao mesmo tempo.
- Mestra, Amélia ‘tá dizendo que a escola agora é um paraíso de Adão e Eva, que é bom que a Mestra Madge fique doente muito tempo.
Eu, para emgabelá-los:
- Fiquem bonzinhos que eu continuarei com vocês.
Já outro grita:
- Mestra, Pedrinho meteu o dedo no nariz e enfiou na minha boca!
- Mestra, mestra, mestra! Olha isto! Olha aquilo!
Eu, completamente desorientada e sem saber que fazer... Pensei comigo: “Vou ser quitandeira, como Siá Generosa, vou lavar roupa, vou fazer qualquer outro serviço. Para isso já vi que não dou.”
QUER SABER O QUE DEU? LEIA “MINHA VIDA DE MENINA” (MORLEY, HELENA, SP: COMPANHIA DAS LETRAS, 1998.).
Valeu estar com vocês no “cronicando”!!!
Maria Salete
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